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terça-feira, 5 de julho de 2011

A Espera de gado

Na minha rua, rua de São Pedro em Angra do Heroísmo no dia do padroeiro da cidade, São João, realiza-se a mítica tourada que é mais uma largada de touros, mas touros bravos à sério. A Espera de gado, é uma tourada histórica até por causa dos antepassados donos da minha casa, o capitão da cidade. A verdade é que esta tourada tem muita fama é a mais importante tourada de rua das festas sanjoaninas, apesar de eu não ser muito conhecedora da festa brava, esta tourada faz mesmo parte da minha vida, na minha infância, tenho grandes recordações, a casa cheia uma festa enorme, comida tradicional, o jardim enfeitado, as varandas bonitas com flores e com colchas, a imagem de São João ao lado da coroa do Divino Espírito Santo, na sala principal. São aquelas memorias que Vitorino Nemésio tanto escreve.
Este filme é um apanhado na praça do cimo da rua, o Alto das Covas. As touradas à corda tal como a espera de gado tem imensos turistas e imensos americanos da Base das Lajes, acontece o que se já tornou comum é que por causa das máquinas fotográficas, de filmar e por causa do zoom estes turistas levam sempre fortes marradas, até porque muitas vezes tentam imitar os terceirences a desafiar o touro e a desafiar o copo. Mas na verdade é que muitos estrangeiros já morreram nestas touradas e houve mesmo uma altura que a base das Lajes decretou que era proibido os americanos frequentarem esta tradição.
Aqui está um desses momentos, simplesmente hilariante, tomam a atenção dos comentários das pessoas.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Do blog da Arquitecta Juliana Couto: Francisco Ernesto Oliveira Martins homenageado no Dia dos Açores 2011

Este foi o artigo escrito pela arquitecta açoriana, Juliana Couto:
_______________________________
O Sr. Francisco Ernesto Oliveira Martins bem mereceu e merece
ser homenageado em Vida, por tudo o que contribuiu pela cultura e história da
nossa terra... mais concretamente pela história da arquitectura, mobiliário e
escultura dos Açores.
Só recentemente
surgiram
livros sobre a Arquitectura dos Açores, no entanto , já ele tinha lançado em 83
um excelente inventário que me acompanha aqui na minha biblioteca, entre outros
livros dele.
Um bem haja ao Sr. Francisco por todo o seu legado, e que também
me ajudou na minha prova final de curso com a sua disponibilidade e sabedoria,
fazendo-me sonhar e adivinhar o que seria Angra no seu assentamento.
A sua
vida não passou em vão, foi uma vida cheia, e felizmente partilhou parte dessa
vivência através dos documentos que editou, de forma criativa e não tendo como
certa toda a literatura histórica produzida até então, questionando sempre e
tentando perceber a razão das "coisas".
Todos os livros que já não se
encontram no mercado deveriam ser reeditados pois só se encontram exemplares já
esgotados a preços elevados em alfarrabistas nacionais e
internacionais!

Parabéns Sr. Francisco e que conte muitos mais
anos entre nós.

Porque ontem foi o dia dos Açores e porque eu sou uma neta orgulhosa:


Francisco Ernesto de Oliveira Martins
(A Insígnia autonómica de mérito cívico)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Porque hoje é dia 19 de Fevereiro

Bastava-me ser igual a ti!
"Amar é admirar com o coração; admirar é amar com o espírito" (Théphile Gautier)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Inacreditável o tempo que passo em casa é sempre pouco


"Pois fica-se sabendo
Que da espuma do mar sai gente e amor também."
_______________
(de 25.7.1969)
Vitorino Nemésio
um Açoriano de Gema

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Uma história de Amor

(Foto: Avó Minha, a minha mãe, e o avô Xico)

Hoje dia da Mãe, da Nossa Senhora podia falar aqui de Maria, da Anunciação, da pureza ou da oração. Mas hoje, dia 8 de Dezembro, vou dedicar-me a outra mulher.
Neste dia fazem anos de casados os meus avós maternos. A minha família sempre foi muito família, almoçávamos ao domingo todos juntos numa mesa enorme e confusa, tios, primos, irmãos, pais e avós a maioria tinha vindo da Missa a outra maioria tinha acabado de acordar depois da noitada de sábado. Havia sempre doce e salada de fruta no final, as conversas eram de esquerda de direita, de musica e de filmes, do trabalho de risos e de tristezas, muitas vezes pouco perceptíveis quando havia uma necessidade de darmos a nossa importante opinião, interrompíamos e atropelávamos a opinião pouco importante dos outros.
Era confuso, mas a melhor palavra para descrever é que era Alegre. A grande recordação não era de todo a comida maravilhosa ou as limonadas feitas na hora, era daquela cabeceira, lá estavam o meu avô e a minha avó, sempre, o avó Francisco e a avó Margarida, que os netos carinhosamente chamam somente avó Minha, porque todos queremos tê-la.
A minha família sempre foi muito matriarcal, tal como a Sagrada Família, mas com uma Margarida daquelas era impossível não sê-lo, a avó minha é uma mulher forte e determinada uma referência na minha vida, mas sobretudo esta avó é um exemplo de santidade! Agradeço muito porque realmente vivo com uma Santa na minha casa, teve cinco filhos educou-os de uma forma tão livre que todos eles são diferentes e seguiram caminhos diversos, mas a preocupação ainda hoje são constante.
A minha avó Minha é uma mulher linda, não só pela sua bondade que é tão pura, que nunca me levou a pôr em questão a bondade humana, ou nunca precisei de Rousseau para nada, agradeço a bondade porque neste sentido foi uma educação muito protegida, mas como ela é lindíssima tem uma pele macia e os olhos claros, azul agua, da qual eu nunca vi uma expressão de fúria mesmo quando nós fazíamos as piores asneiras lá em casa. Nunca brigava, por isso eu queria passar a maior parte dos meus dias na casa dos avós, e quando ficava de castigo era praxe, "não vais lá para cima", cheguei mesmo a fugir pela janela do meu quarto, que da para um enorme quintal e depois lá estava a varanda da casa dos avós, um lugar fantástico e não só porque havia sempre chocolates escondidos em lugares secretos e o meu avô não sabe guardar segredos, se é que me entendem.
A minha avó teve cancro, foi como um terramoto na família, lembro-me muito bem desse dia, e a avó Minha saiu da consulta determinada, "eu vou lutar pela vida", outra coisa não se esperava, talvez porque ela ame tanto a vida, os filhos, o marido que não podia deixar-se ir. "Se eu morrer quem vai cuidar do teu avô?" Sofreu e sofreu muito, lembro-me de cada momento, quando foram com ela escolher perucas, lembro-me de lhe pegar a mão quando raparam-lhe o cabelo, que não servia de nada, ela mesmo careca era linda, lembro-me na sala de quimioterapia, estava sempre preocupada com os outros, lembro-me das dores que tinha quando chegava-se a noite e lembro-me de como ficava zangada quando o meu tio obrigava-a a comer brócolos misturados com soja e mirtilos, perguntava-me sempre, "vocês não querem ir ao McDonalds?"
Apreendi mais sobre a vida naqueles dias do que em muitos anos, aprendi sobre o amor e sobre o sofrimento, lembro-me de ela ter dito "é pelos teus tios e pela tua mãe", a visão mais cristã do sofrimento eu tive ali, aquela doença era por Amor.
O meu avô apaixonou-se por ela desde o primeiro momento que a viu, hoje ele esta doente por vezes com falta de memoria mas conta sem fim esta história, começa sempre, mas sempre da mesma maneira: "Dita, acreditas no Amor à primeira vista? Pois foi assim que eu me apaixonei pela tua avó! Ia na rua da Sé quando a vi e disse eu vou casar com aquela mulher, filha do Doutor Aires, homem de boas famílias, aristocrata e eu era republicano e pobre, mas casei!"
Por isso acredito no Amor, e no Amor à primeira vista, acredito sobretudo na entrega, no casamento mas no casamento para toda a vida, mesmo que alguns bloquistas queiram-me dizer o contrário, desculpem mas para mim não é anacrónico é de hoje é entre o avó Francisco e a avó Minha, não é conservador é bem moderno, é o Amor.
Hoje venceu o cancro, só tem marcas, tem dores profundas. Mas quando acorda pergunta logo pelo avô, pois ele tem uma doença degenerativa, afectou algumas partes motoras e do raciocínio menos a parte do "amor à primeira vista", é preciso ter paciência, é difícil lidar com uma pessoa doente, mas a Minha está sempre lá, é a que aguenta melhor e com mais força, é que lhe dá a mão, é que está sempre ao lado, mesmo com as suas dores e limitações, põe o marido em primeiro lugar em tudo, sempre foi assim os outros. Pode não estar bem mas diz, "rezem é pelo avô, ele é que precisa!"
Hoje vê-se uma geração que não sabe tratar dos seus doentes, não sabe lidar com o sofrimento, é horrível estar alguém ao nosso lado que sofre, que se queixa, que se suja, que se esquece, mas o Amor supera tudo e é esta a verdadeira dignidade do ser humano. Não me venham com outras tretas. A dignidade do homem é também sofrer, e ter uma mão ao seu lado.
Costumo dizer que o minha fé vem da fé da minha avó, ela que reza o terço vai a Missa quase todos os dias (quando tem forças, o que me faz pensar e eu que tenho forças porque não vou todos os dias?) e que tinha um grande amor ao João Paulo II (até vejo muitas parecenças entre os dois), a minha avó ensinou-me a amar Jesus, a beijar a cora do espírito Santo antes de me deitar, a pedir pelas almas do purgatório a rezar o terço e a salve rainha. Ela foi o meu apoio nas minhas crises de fé, ela não me deixou afastar da Igreja, a ela devo muito, mesmo muito.
Mas não foi só pela doutrina, foi pelo exemplo.
Como não poderia acreditar no Amor depois disto.
Rezo para não ser só o nome que me faça igual à Maria Margarida à avó Minha.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Mas eu estou quase a fazer anos...


Apesar de já ter recebido esta prenda. Não quero deixar de dizer que estou quase a celebrar o meu aniversário, e quem não for de boas ideias ou inspirações.... fica com este post-it: AQUI. Obrigadinha!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

FELIZ e SANTO NATAL

Não é por acaso que o Natal é a maior festa do mundo. O nosso Deus fica outra vez menino. É muito importante nestes dias não esquecer o seu verdadeiro significado, devemos fazer todos um presépio na nossa cabeça e nosso coração. Boas Festas.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Carta ao meninno Jesus e não só.....

Querido Menino Jesus, e querido Pai Natal, e querida mãe, e querido pai, queridos tios e tias, primos e primas, amigos e amigas, madrinhas e padrinhos e porque não queridos avós..... Para quem estiver com duvidas acho que mereço isto....
















(Conservador, eu sei)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

50 anos depois


"Já reparamos na diferença que existe entre o barro e a rocha? O barro, qualquer chuva o dilui, qualquer enxurrada o carrega para as mil valetas dos caminhos, qualquer depressão do terreno o transforma em charco... A rocha mantém-se firme em face das das tempestades, levanta-se como um baluarte diante das ondas furiosas, emerge mais brilhante depois da tormenta, como desafio ao mar e à impetuosidade das ondas.
Assim são as [famílias], fracos ou fortes, como o barro ou a rocha."

Rafael Llano Cifuentes, in Fortaleza

domingo, 26 de outubro de 2008

O(s) tempo(s)


Hoje muda a hora, o tempo cronológico já está na hora de inverno, mas o tempo ainda está muito quente, pelo menos aqui na capital. Já começo a ter medo do Al Gore.
Hoje também vou ter um bocadinho dos Açores em Lisboa.

sábado, 20 de setembro de 2008

HOMENAGEM EM BLOG: Juliana Couto Arquitectura


Encontrei neste blog da Juliana Couto (clica), uma arquitecta terceirense, esta maravilhosa homenagem ao historiador. Aqui fica o artigo:

"Colecção de Francisco Ernesto Oliveira Martins classificada pelo Governo Regional
Esta notícia não está propriamente relacionada com Arquitectura, mas é com muito gosto que hoje li no Diário Insular que a colecção de arte de Francisco Ernesto de Oliveira Martins foi classificada finalmente pelo Governo Regional.
No entanto, penso poder afirmar que este coleccionador e historiador de Arte terá sido o primeiro a escrever sobre a arquitectura açoriana, com a publicação do livro Arquitectura nos Açores-Subsídios para o seu Estudo, em 1983. Esta edição está esgotadíssima mas após muita procura consegui encontrar um exemplar num alfarrabista em Lisboa, que por coincidência continha uma dedicatória do Dr. Mota Amaral para o Dr. Mendonça e Cunha, na altura Embaixador português no Vaticano!
Tenho pelo Sr. Francisco uma enorme admiração, não só por me ter dado grande auxílio na elaboração da minha prova final no âmbito do sexto ano do curso pela FAUP, através dos seus livros e dos seus conhecimentos, mas também por ser uma delícia ouvir as suas histórias peculiares.
Foi ele quem me incentivou a tentar publicar o meu trabalho e a procurar apoio junto de Instituições. Embora tenha constado parte do meu trabalho na revista Atlântida de 2006, Vol. LI, do Instituto Açoriano da Cultura- IAC, ainda me questiona se já desisti de publicar o livro na sua totalidade.
Para além de uma referência no estudo da Arte açoriana, o Sr. Francisco é para mim um exemplo de preserverança, já com 36 livros publicados... e em vias de lançar uma nova obra..."

domingo, 22 de junho de 2008

Famílias Numerosas


Admiro todas as mães, mas uma família numerosa, hoje em dia, é um verdadeiro acto de coragem.
"Family is the fundamental unit of society and holds the primary responsibility for the protection, upbringing and development of children" - 2002 - UNICEF, UE, ONU