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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Cinema

Ontem quando fui alugar um filme (ler em baixo) reparei que a sociedade tem um problema tão grave como a falta de valores, o problema da falta de bom gosto!

The Concert


Um filme para quem gosta de rir, ou melhor para quem sabe rir, fala de musica, Judeus, Comunistas, Russos e sobretudo de Tchaikovsky! Vale a pena!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dragões dentro de nós


O artigo chama-se: Uma questão de dragões - de autoria do economista, professor João César das Neves. Vale a pena ler, é sobre conspirações e dragões.
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Nunca mandes saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti." Ernest Hemingway colocou a sua descrição de 1940 da guerra de Espanha debaixo deste verso do poeta seiscentista John Donne. Roland Joffé, numa abordagem ao mesmo tema, fala agora "daquele lugar, dentro de nós, onde encontrarás dragões".
Os horrores da perseguição republicana à Igreja e subsequente guerra civil nos anos 1930 são ambiente apropriado para testar valores em condições extremas. O filme There be Dragons (Encontrarás Dragões, 2011) fá-lo através de dois amigos de infância que seguem caminhos opostos. Na abominação, destaca-se a firme aposta de um deles numa linha de amor, compreensão e misericórdia, até pelo intolerável. O filme brilha pelo retrato de S. Josemaría Escrivá e da sua insólita decisão de seguir a pessoa de Cristo num clima tão adverso. E pelos frutos que daí saem: "Quando perdoamos libertamos sempre alguém: nós próprios."
O belíssimo e profundo enredo valeria por si, com qualquer protagonista. Mas deve sublinhar-se a coragem do autor/realizador em escolher este em particular. O Opus Dei está bem estabelecida no imaginário contemporâneo, mas como encarnação extrema do clericalismo mais sinistro. Joffé não entra em apologéticas. Limita-se a retratar-lhe as origens, dando pistas preciosas para a compreensão da sua natureza. Esta "obra de Deus" nasceu no calvário.
A questão religiosa da nossa Primeira República foi fenómeno paralelo, muito menos cruel. Esse é o tema de O Sol Bailou ao Meio-Dia. A Criação de Fátima, de Luís Filipe Torgal (Tinta da China, 2011), versão revista de uma tese já editada em 2002. O volume trata a história dos primórdios do culto em Fátima e das polémicas que o rodearam. Apesar de hostil, é objectivo, rigoroso e fundamentado e traça um quadro sério e sólido dessa realidade.
O livro pretende demonstrar duas teses que não consegue. Primeiro que "a exposição dos ditos acontecimentos, ocorridos entre Maio e Outubro de 1917, foi desde então sucessivamente reformulada pelos inquiridores e pelos cronistas católicos. (...) A nova e mais elaborada história de Fátima que hoje conhecemos (...) foi, por conseguinte, construída a posteriori pelos historiógrafos católicos e sustentada pela hierarquia da Igreja" (p. 20-21). Leitura atenta do texto, aliás fundamentado em documentos publicados em cuidadosa edição crítica do Santuário, não permite vislumbrar tal manipulação.
A segunda tese é que "foi a Igreja (e/ou certos sectores a ela ligados) que impôs Fátima" (p.20), aproveitando-a para os seus propósitos. Segundo o autor, a Igreja "evoluiu de uma atitude de expectativa prudente (entre Julho e Setembro de 1917), para uma postura de promoção comedida (desde Outubro de 1917) e, mais tarde (sobretudo a partir de 1922), para a apologia evidente das aparições" (p. 21). Seria razoável esperar outra coisa? Era lógica ou até possível a "absoluta imparcialidade" (p. 95) que o livro parece preferir? Não foi aquela evolução que o cardeal Cerejeira retratou ao dizer "foi Fátima que se impôs à Igreja"?
Apesar disso e alguns erros pontuais, o livro fornece um relato rigoroso e informativo. O que mais ressalta é a fragilidade dos argumentos dos críticos de Fátima. Os anticlericais, sem o menor interesse pelos factos, limitam-se a opor-se por razões ideológicas: o que quer que aconteça, aparições e milagres são impossíveis. O mais divertido é chamarem a si mesmos "livre-pensadores".
Outro aspecto curioso que o livro manifesta é o desprezo que os intelectuais têm pelo povo, em geral, e as mulheres em particular. Afirmando-se democratas e liberais, acusam sempre as massas populares de boçais e supersticiosas, simplesmente por não seguirem os seus dogmas positivistas que têm de ser verdadeiros.
Em 2003 o americano Dan Brown quis envolver a Opus Dei, protagonista do filme de Joffé, numa história tonta de superstição, crime e morte n'O Código da Vinci. Há mais de 90 anos que muitos pretenderam fazer o mesmo com Fátima. É sem dúvida uma questão de dragões interiores.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Como amar o mundo apaixonadamente, num cinema perto de si

There Be Dragons


Esqueçam os Piratas das Caraíbas, amanhã vai estrear um óptimo filme: "Encontrarás Dragões".
Digamos que é um filme sobre um amor, um grande Amor. Sem ser maniqueísta, consegue com objectividade ter como cenário uma das piores guerras da Europa, a guerra civil espanhola (isto é único).
Alguma vez se questionou até quando pode ir a Graça de Deus? Pois este filme é sobre as relações humanas, sobretudo sobre o perdão, e no meio da violência, da guerra e da morte lá está a história de um santo, um dos maiores santos da contemporaneidade, se não é o maior pelo menos tem uma grande família.
São Josémaria Escrivá, como ele viu o Opus Dei? É um grandiosa história que consegue ser simples, tal como a sua espiritualidade, normal ou quotidiana. Aqui percebe-se porquê que este santo é tão problemático, pois ele estava realmente apaixonado.
Vejam o filme, vale a pena, lembro-me do que o Duque de La Rochefoucauld escreveu "Perdoamos na medida que amamos".

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

And the Óscars goes to.....

A noite de Óscares para mim, sempre foi um momento fantástico, cheio de glamour, cheio de cinema. Desde miúda que adoro cinema, por influência do meu avô antes dos 13 anos já conhecia Woddy Allen, Federico Fellini...
Este ano passou-me ao lado, talvez porque já não tenho a mesma companhia de sofá, mas também porque vi bons filmes que não foram nomeados, porque vi novamente uma certa ideologização do cinema, porque vi novamente interesses. Mesmo assim, ficam aqui os vencedores.
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Filme: O Discurso do Rei
Actor: Colin Firth, O Discurso do Rei
Actriz: Natalie Portman, Cisne Negro
Realizador: Tom Hooper, O Discurso do Rei
Fotografia: A Origem
Actriz Secundária: Melissa Leo, Último Round
Actor Secundário: Christian Bale, Último Round
Argumento adaptado: A Rede Social
Argumento original: O Discurso do Rei
Filme Estrangeiro: Num Mundo Melhor
Curta-Metragem de Animação: The Lost Thing
Longa-Metragem de Animação: Toy Story 3
Banda-Sonora original: A Rede Social
Canção Original: Randy Newman, Toy Story 3
Mistura de som: A Origem
Montagem de som: A Origem
Maquilhagem: O Lobisomem
Figurinos: Alice no País das Maravilhas
Documentário de curta-metragem: Strangers No More
Curta-metragem: God of Love
Documentário de longa-metragem: Inside Job - A Verdade da Crise
Efeitos visuais: A Origem
Cenografia: Alice no País das Maravilhas
Melhor Montagem: A Rede Social


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Filme do Ano 2010

O filme que me marcou mais, e impressionou os meus amigos católicos, ateus, agnósticos ou simplesmente híbridos por rebeldia, foi o francês - "Des hommes et des dieux". Não só fala do tema actual da relação do homem com Deus, mas também fala da relação do Islão com o Ocidente.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Facebook em filme

The social Network é o novo filme de David Fincher e não é de terror, fala-nos sobre a criação do Faceboock. Esta rede social não é só mais uma página da internet, parece que veio para ficar, são milhares os seus frequentadores, estão viciados, é um novo mercado e criou novas relações humanas. Até que ponto é perverso? Até que ponto é um óptimo meio para grandes fins? O Faceboock conheça melhor a imagem de marca desta geração e o bom é que vai conhecer com qualidade. A rede social para alem de ser uma história fantástica, fernética, de relações humanas, o poder e a amizade. Tem uma imagem óptima, com grande musica e fotografia. Vale a pena, vá ao cinema e conheça Mark Zuckerberg.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Não fui a unica a gostar

Aura Miguel escreveu sobre o filme Dos Homens e dos Deuses; o artigo chama-se A Beleza do Humano.
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Estreou ontem, nas salas de cinema, um filme extraordinário de Xavier Beauvois, sobre os monges cistercenses de Thibirine que, em 1996, foram mortos por fundamentalistas argelinos.
O filme começa por mostrar a vida do mosteiro, perdido naquela longínqua aldeia do Atlas, e a profunda ligação que aqueles monges tinham com a população, que se manifestava em fortes laços de amizade.
Os monges levavam uma vida simples, com estudo, trabalho manual para garantir a sua sobrevivência, e muita oração. Quando estala a violência, contra cristãos estrangeiros, surge a questão: partir ou ficar.
O mais fascinante deste filme é ver como os monges franceses eram homens normais, frágeis como nós: claro que tinham medo e, numa primeira fase, queriam sair dali. Mas o superior da comunidade pediu-lhes tempo para reflectir e o resultado é um fascinante percurso de crescimento interior e humano que cada um desses homens cumpre, reforçado com a oração e o canto litúrgico. Humanamente, têm medo, mas tomam uma opção de amor e cada um decide ficar, sabendo que vai morrer.
O que fascina é que, apesar da debilidade que tinham, tomaram a sua vida a sério e arriscaram amar até ao fim.
O filme não exalta o martírio nem cai na mística publicitária da morte bela. Nada disso. O que brota deste magnífico filme é a beleza do humano, sempre que a vida é vivida como dom.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Quando vamos ao cinema? (II)

Estou mesmo com vontade de ver o filme e não é somente porque fala da vida de São Josémaria, mas porque o realizador Roland Joffe marca, por excelência, o cinema contemporâneo.
A Missão é um épico da minha vida. Lembro-me de ser miúda, na altura que dava bons filmes na tv, e o meu avô explicar-me cada momento do filme A Missão, a companhia de Jesus, a expiação, o perdão e a entrega. Desde a música (o brilhante Ennio Morricone) até à história.
Acho que foi por causa disto que tão cedo não gostava do Marquês de Pombal.
Por isso não há duvidas que There be dragons será um bom filme, mas também porque fala da vida de São Josemaria.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Des Hommes et des Dieux

Ganhou o prémio de melhor filme do Festival Cannes 2010. Já não ia há anos ao cinema para ver um bom filme, no verdadeiro sentido do adjectivo bom, há anos.
Des hommes et des Diuex, não se deixa ficar por uma admirável e verdadeira (porque o filme é um facto real) história intercultural, de compreensão do outro, não se limita ao problema politico, fala-nos de uma relação maior, do Amor, do maior Amor. É uma história de entrega, de vocação, de fidelidade a historia de uns homens e de Deus, da sua relação.
Diálogos profundíssimos, oração, momentos que dão que pensar principalmente sabendo que é uma história real, uma história dos nossos mártires dos nossos Santos, santos do século XX.
Ter sido o melhor filme em Cannes, explica bem como é de elevada qualidade, porque falar desta maneira de Deus num mundo tão distante, é politicamente incorrecto, mas como dizia o GK Chesterton cada geração admira o santo que é mais contra-corrente ao pensamento vigente, e estes tudo faziam por Amor.

terça-feira, 9 de março de 2010

Estado De Guerra


O grande vencedor da noite de Óscares - Estado de Guerra - para as que gostam do dia das mulheres, esta foi a primeira realizadora mulher a ganhar um Óscar: Kathryn Bigelow. A guerra é sempre um bom tema. A ver...

Romances


Hoje ouvi isto: "Avatar é a Pocahontas mas de extraterrestres" um cliché.... ou um Upgrade do Romeu e Julieta? Apesar das expectativas, Avatar foi um dos derrotados da noite de Oscares.