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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Publicidade a mim mesma: JMJ MADRID 2011


O artigo versão internet é mais pequeno que a versão de papel, e que o original, mas cá vai:
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DIZ JOVEM TERCEIRENSE Jornadas da Juventude são experiência "brutal"

Publicado na Quarta-Feira, dia 21 de Setembro de 2011, em Actualidade
Quando em 1985 o Papa João Paulo II criou as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), um encontro de católicos, especialmente dedicado aos jovens, numa altura que em a Igreja Católica se dizia estar a viver “uma crise”, estaria longe de imaginar que estava a idealizar o maior encontro de pessoas do mundo, que, em 1995, nas Filipinas, chegou aos quatro milhões de peregrinos.

Numa intervenção em Buenos Aires, durante as JMJ de 1987, o Santo Padre declarou “repito ante vós o que venho dizendo desde o primeiro dia do meu pontificado: que vós sois a esperança do Papa, a esperança da Igreja.".

Essas palavras, e a atitude de João Paulo II em combater a sua debilidade física com uma força espiritual gigantesca, levaram a jovem angrense Margarida Benedita a questionar-se como é que o Papa conseguia “com uma mensagem antiga, ou melhor, milenar, mover o mundo”.

A curiosidade levou-a a procurar saber mais sobre esta personalidade ímpar e o que descobriu impressionou-a tanto que “se converteu a uma vida católica” e, nesse mesmo ano, pegou numa mochila e foi até Colónia, Alemanha, para as JMJ, que marcaram a estreia do Papa Bento XVI neste evento, experiência que repetiu este ano em Madrid.

“ Não sabia de nenhum grupo dos Açores, penso que a nossa diocese não estava organizada, fui com um grupo de Viana do Castelo, não conhecendo quase ninguém mas fiz rapidamente grandes amizades, tínhamos os mesmos objectivos” recorda.

Dos dias passados na Alemanha guarda na memória a diversidade multicultural e a constatação que ali se vivia a realização prática da mensagem universal da Igreja. Destaca igualmente a figura de Bento VXI, recentemente eleito Papa, e que tantas dúvidas levantava aos meios de comunicação social.

“Na verdade, ele foi acolhido na sua terra natal, na Alemanha moderna, com um enorme amor e carinho de parte dos jovens”.

Classificando a experiência em Colónia como “brutal”, a ideia de voltar a umas JMJ passou a ser inquestionável, mas o facto da edição seguinte ter sido na longínqua Austrália fez com que esse projecto ficasse guardado para a capital espanhola.

Desta vez, Margarida Benedita foi integrada num grupo universitário, o Clube Darca de Lisboa, cidade onde está a concluir o mestrado.

Partiu com “expectativas altas”, por dois motivos, o facto de já ter experimentado o que eram as JMJ e depois, porque, graças às redes sociais “criou-se uma grande esperança sobre o encontro”, mas o que viveu Madrid “superou” essa já elevada fasquia com que partiu.

“O ambiente que se viveu foi intenso, de enorme alegria. As JMJ são uma situação tão peculiar, que trazem enormes dificuldades à organização, não só de segurança, mas os lugares para dormirmos, para comermos, casas de banhos etc. Notou-se que Espanha estava preparada, apesar destes jovens serem diferentes de outros aglomerados de pessoas, como um policia espanhol nos disse, "Tudo boa gente ", por principio são pessoas calmas, obedecem e sempre com uma enorme alegria, isso é visível pela simpatia que nos receberam, pela forma prestável que os empregados dos restaurantes nos atendiam, no metro, na rua, os bombeiros que nos atiravam com água”.

Apesar do destaque que teve na comunicação social os protestos levados a cabo por organizações espanholas contra este evento, Margarida Benedita realça que, na sua maioria, os madrilenos receberam de braços abertos os dois milhões de visitantes, destacando que, mesmo do ponto de vista económico, as JMJ foram benéficas, permitindo uma receita de 160 milhões de euros para a economia local.

Vocações e luta pela fé

“Veterana” de duas JMJ, quando questiona sobre os momentos mais marcantes que viveu, diz que “todos”, acabando por eleger três situações.

Em primeiro lugar, as vocações, raparigas e rapazes “que não tiveram medo de deixar o espaço confortável, consumista e egoísta que viciou a sociedade, e com enorme coragem, estes religiosos, celibatários, consagrados, missionários, padres apresentavam-se sempre de hábito ou batina, e isso em pleno verão, um exemplo para muitos padres e frades portugueses que parecem terem vergonha de mostrarem que vivem uma vida apaixonada por Jesus”.

Destaca também as centenas de jovens vindos de países “em que não existe liberdade religiosa”. Dos contactos mantidos com os grupos destes locais retirou exemplos como o dos chineses “que quando voltaram ao seu país foraminterrogados e se calhar até mesmo castigados por terem vindo, e como esses jovens vivem a fé de uma coerência, porque realmente para eles serem católicos, irem há missa ao domingo é uma verdadeira luta”.

Por fim, elogia a maneira como se tratava com respeito Jesus Consagrado na Eucaristia, a adoração e a palavra do Papa.

“Porque éramos 2 milhões de jovens, em constante barulho, aplausos, gritos e cânticos a toda a hora, mas quando era próprio, por exemplo nos momentos de oração, de adoração, para ouvir o Papa, a multidão de 2 milhões fazia um silêncio impressionante. É uma demonstração que não somos simples jovens histéricos a gritar pelo Papa, porque sim, há uma razão, os jovens que vão ás JMJ mostraram muitas vezes essa razão, essa profundidade que tem na sua vida!”

“Fora de moda”

Assumidamente católica, Margarida Benedita considera que, nos dias que correm, “ser Católico não está na moda”, mas rejeita a ideia que a Igreja esteja a atravessar um período de dificuldades, defendendo que a instituição deve manter-se fiel aos seus princípios, não podendo “ceder na verdade e facilitar para agradar às pessoas”.

“A felicidade não é facilidade, até pelo contrário, é luta. Como o Papa nos pediu em Portugal, a nossa vida tem de ser um lugar de beleza!”

A nível pessoal, diz que a sua fé não depende deste tipo de eventos, mas que celebrações como esta e o contacto que teve com o Papa a ajudam “muito na relação com Deus”.

As JMJ regressam em 2013, no Brasil. Margarida diz-se feliz pelo facto das próximas Jornadas serem “em língua português e num país com tradição de saber receber bem o Papa”, e alimenta a esperança de, mais uma vez pegar na mochila “com o Evangelho para ler no caminho e o terço e vou, seria uma grande aventura".

Porque dia 21 de Setembro é dia de São Mateus


Quem eu?!?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Sou católico, mas....

Há poucas coisas tão más como o mais que famoso "cá para mim"!
Outro bom artigo do Padre Gonçalo, chama-se " Os "Católicos" adversativos e é In memoriam de Maria José Nogueira Pinto, uma católica não adversativa.
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A barca de Pedro é como a arca de Noé. Se esta providencial embarcação incluía toda a espécie de criaturas que havia à face da terra, também a Igreja congrega uma imensa variedade de almas. Todas as gentes, qualquer que seja a sua raça, a sua cultura, a sua língua ou os seus costumes, desde que legítimos, cabe na barca de Pedro. Por isso, graças a Deus, há católicos conservadores e progressistas, de direita e de esquerda, republicanos e monárquicos, regionalistas e centralistas, etc.
Se, em política, tudo o que parece é, o mesmo já não se pode dizer na Igreja. Tal é o caso dos ‘católicos’ adversativos. Muito embora a designação seja original, a realidade é, infelizmente, do mais prosaico e corrente:
- Eu sou católico, mas...
E, claro, a seguir a esta proposição adversativa, seguem não poucos reparos à doutrina cristã. A saber: eu sou católico, mas creio na reencarnação; eu sou católico, mas defendo o aborto; eu sou católico mas, não acredito no inferno; eu sou católico, mas sou a favor da eutanásia; eu sou católico, mas concordo com o casamento entre pessoas do mesmo sexo; etc., etc., etc.
É verdade que a Igreja acolhe também aqueles que, por desconhecimento ou por debilidade, não conseguem ainda viver de acordo com todos os seus preceitos. Ao contrário do que pretendiam os cátaros, a Igreja não é só dos puros ou dos santos, os únicos que são, de facto, cem por cento católicos. Com efeito, a Igreja não exclui os néscios, nem os fracos que, na realidade, somos quase todos nós. Mas não aceita os nossos erros, nem os nossos pecados, antes impõe que, da parte do crente, haja uma firme decisão de conversão.
Esta é, afinal, a diferença entre o pecador e o fariseu: ambos pecam, mas enquanto aquele reconhece-o humildemente e procura emendar-se, este justifica-se e, em vez de mudar de conduta, desautoriza a doutrina em que, afinal, não crê. O pecador que é sincero no seu propósito de santificação, tem lugar na comunidade dos crentes, mas não quem intencionalmente nega os princípios da fé cristã.
Na comunidade cristã há certamente margem para a diversidade de pontos de vista, também em matérias doutrinais opináveis, mas não cabe divergência no que respeita aos princípios fundamentais. Um cristão que, consciente e voluntariamente, dissente de uma proposição de fé definida pela competente autoridade da Igreja, não é simplesmente um católico diferente ou divergente, mas um fiel infiel, ou seja, um não fiel.
Conta-se que o pai de uma rapariga algo leviana, sabendo do seu estado interessante, tentou desesperadamente conseguir-lhe um marido que estivesse pelos ajustes. Para este efeito, assim tentou aliciar um possível candidato:
- É verdade que a minha filha está grávida, mas é só um bocadinho...
Ser ou não ser, eis a questão. Pode-se ser católico sendo ignorante e até muito pecador, mas não se pode ser ‘católico’ adversativo, ou seja, negando convictamente a doutrina da Igreja.
A fé não se afere por uma auto-declaração abstracta, mas pela opção existencial de seguir Cristo, crendo e agindo de acordo com os princípios do Evangelho. Não é católico quem afirma que o é, mas quem pensa e quer viver como tal. «Tu crês que há um só Deus? Fazes bem, no entanto também os demónios crêem e tremem. O homem é justificado pelas obras e não apenas pela fé. Assim como o corpo sem alma está morto, assim também a fé sem obras está morta» (Tg 2, 19.24.26)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Uma questão de Amor

Este é um tratado sobre a batina, apesar do texto ser longo (para post de blog) vale a pena ler, é esclarecedor, expõe todos os argumentos consegue responder tanto a observações dos leigos como do próprio clero, até mesmo as mais maliciosas.
Isto não é somente uma questão de tradição é sobretudo uma questão de Amor, e não há nada mais bonito que a correspondência fiel ao Amor.
Mesmo que não seja preciso dos argumentos na defesa da batina, vale a pena ler nesta semana que o Santo Padre irá celebrar os 60 anos de ordenação, ajuda a rezar pelos pastores e lembra-nos o que realmente faz falta são os Sacerdotes Santos.
O texto é do Padre Leonardo Peixoto e está escrito em português do Brasil (desculpem). chama-se "O Hábito não faz o Monge.... o santifica".
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Certamente alguns dos que lêem este texto agora, irão lembrar-se de sua infância. Um grupo de crianças brinca na rua, sem perigo de violência ou preocupação com maldades. Canções de roda, ou de pular corda enchem o ar do bairro de uma alegria pura, inocente. Lá ao longe se avista aquele distinto senhor. Todos o identificam rápida e facilmente: um chapéu preto e redondo, nas mãos um breviário; vestindo sua batina preta e surrada; talvez cerzida em alguns pontos e até desbotada. Todos já sabem: “aí vem o ‘seu’vigário!” A ele as crianças acorrem para pedir uma bênção e ganhar um ‘santinho’ ou um doce, sem risco de pedofilia.
Este sacerdote segue seu caminho e, certamente, o encontraremos visitando uma família, ou confortando um enfermo pela Extrema Unção, ou, quem sabe, na sua Paróquia de joelhos na nave central da Igreja, diante do Sacrário, ou ainda, dentro de um confessionário.

Onde estão estes padres hoje?

Sl 76(77)

–8 Será que Deus vai rejeitar-nos para sempre? *

E nunca mais nos há de dar o seu favor?

–9 Por acaso, seu amor foi esgotado? *

Sua promessa, afinal, terá falhado?

–10 Será que Deus se esqueceu de ter piedade? *

Será que a ira lhe fechou o coração?

–11 Eu confesso que é esta a minha dor: *

‘A mão de Deus não é a mesma: está mudada!’

“A mão de Deus não é a mesma: está mudada!” Está mudada porque aqueles que deveriam ser as mãos, os pés, os lábios, os braços de Nosso Senhor na terra, os padres, estão mudados.

Há quem diga esta famigerada frase: “O hábito não faz o monge”. Esta frase é profundamente tola, pois se trata de uma falácia! Certa vez, conversando com algumas daquelas pessoas que acham que o padre é um homem comum e que, por isso, deve se vestir como um homem comum para ‘dialogar’ com o mundo moderno, ouvi este absurdo: “A batina não é o mais importante, mas o sacerdócio que o padre recebeu. Ele vai ser mais padre ou menos padre por estar de batina?” Então eu respondi: “Mas é claro que não! O sacerdócio é muito maior que uma simples veste. E a Igreja NUNCA afirmou coisa em contrário. Mas, agora, permita-me fazer duas perguntas: a faca é um utensílio tão necessário em nosso dia-a-dia; utilizada para picar, descascar e cortar. Mas ela também é capaz de tirar uma vida. Você a deixaria de usar definitivamente por causa disso? Você deixaria de dirigir o seu carro, mesmo sabendo que ele, um dia, pode atropelar e matar alguém, ou, num acidente, matar a você mesmo?” Obviamente que a resposta foi “Não”. É claro que sabemos que a batina não é o fundamento da nossa fé, esperança e caridade; A batina não é o centro da vida da Igreja; Eu não vou ser mais padre por estar de batina. Tudo isso já sabemos. Contudo nada disso justifica o desuso da mesma. Da mesma forma que tenho que ter a consciência de utilizar uma faca ou dirigir o meu automóvel com sabedoria e prudência, devo saber utilizar a batina com a mesma sabedoria, prudência e, sobretudo, humildade. Não adianta ser um “cavalo de batina”!

A batina nos impõe um COMPROMISSO solene e terrível. Quando estou revestido do sagrado hábito devo agir com prudência. Devo medir minhas palavras e gestos. Não devo me sentar de qualquer forma. Não devo andar de qualquer forma. Não devo subir ou descer escadas de qualquer forma. Estando de batina devemos pensar muito sobre nossas atitudes e palavras! Não posso me esquecer que todos os olhos estarão voltados para mim. Devo ser um exemplo no agir, no falar, enfim, em tudo. Usando o sagrado hábito não posso me esquecer de que carrego comigo a responsabilidade de toda uma instituição, e não apenas de uma pessoa física! Tudo o que o padre faz, já dizem logo que é a Igreja que faz! Por isso não se deve usar a batina de qualquer forma. Aliás, este é o motivo pelo qual muitos padres hoje não querem usá-la. Sob uma FALSA modéstia dizem: “não uso para não chamar atenção”. Isso é uma desculpa esfarrapada! A VERDADE é que não querem usá-la (e nem ao menos o Clergyman) para não serem identificados e, portanto, não serem incomodados. SEMPRE que estou de batina na rua aparece alguém pedindo uma bênção, ou para tirar uma dúvida ou até para desabafar! Já ouvi inclusive uma confissão (literalmente auricular) na Linha 1 do Metrô! Mas, é claro, que é muito mais cômodo estar no meio da rua e não ser identificado. Conheci sacerdotes que me chamaram atenção porque eu os chamei de “padre” no meio da rua! Fui imediatamente repreendido (e não foi em nome de Jesus): “Por favor, na rua me chame pelo meu nome”. A questão é que revestido do Clergyman ou Batina ‘fica mal’ ele parar num bar e tomar uma cerveja; ‘fica mal’ ele fumar quase um maço de cigarro; ‘fica mal’ ele não controlar os seus olhares apetitosos para uma bela moça (ou, quem sabe, um rapaz) na rua. Há até padres que, movidos pela Passione, deixam de celebrar a Santa Missa e mandam um Ministro Extraordinário fazer uma celebração em seu lugar…

Certa vez, fazendo uma meditação, me perguntei por que a batina incomoda tanta gente. E logo – ironicamente – me veio uma antiga musiquinha à mente; claro que com as devidas adaptações não-pastorais:

“Um elefante incomoda muita gente.

Uma batina incomoda, incomoda, incomoda muito mais!”

Não sou um psicólogo, contudo minha meditação me fez chegar à seguinte conclusão: creio que exista aqui uma questão de CONSCIÊNCIA. Por isso a batina incomoda tanto.

  • Alguns não a usam porque tem consciência de que não possuem nem a força espiritual e nem a volitivaquer seja imanente ou emanente de se portarem como o hábito exigiria. Só de pensar, isso já causa neles certa repulsa.
  • Outros têm consciência de sua falta de disciplina e de ascese. Parece-me que quase não há mais hoje em dia a pré-disposição a “oferecer sacrifícios de amor a Nosso Senhor” como outrora faziam os santos. Hoje todos buscam o mais cômodo o mais confortável: é a busca incessante pelo bem-estar!

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram.”

(Mt 7, 13-14)

  • Há aqueles sacerdotes que NÃO USAM o hábito, mas adoram comentar e criticar os que usam; estes senhores, bem no fundo de suas almas, sentem o incômodo da consciência, porque sabem que a presença daquele hábito é para eles uma constante lembrança de suas infidelidades e que deveriam viver a sua consagração com mais dedicação.

Mas a batina não atinge apenas a consciência dos ministros ordenados, mas igualmente a dos leigos. Vejamos alguns exemplos:

  • Um sacerdote que passa de batina nas ruas faz aquele que está afastado da Igreja há algum tempo lembrar que ele precisa se reconciliar com Deus; Às vezes a pessoa está em seus afazeres diários e nem está pensando em Deus; mas ao ver aquele padre passar, DUVIDO que dentro de sua cabeça e de seu coração a vozinha da consciência não diga “já faz tempo que você não vai à Igreja” ou “você tem tanto tempo pra tudo… precisa de um tempo para Deus também”.
  • Até mesmo os ateus ou os hereges sentem a consciência arder quando um sacerdote passa de batina. Nem que seja para dar-lhe um olhar de desdém ou cantarolar uma música pentecostal (que não é, em absoluto, para louvar a Deus, mas, antes, para ‘provocar’ o padre). Se eles REALMENTE não ligassem e não se importassem, ficariam em silêncio e ignorariam o sacerdote. Se fazem algum gesto, por menor que seja, é porque algo dentro deles diz: “você está errado e precisa de conversão!”

O irônico da história toda é que os que julgam ser o hábito eclesiástico somente uma exterioridade são, na sua maioria, pessoas superficiais. Se perguntarmos a eles qual é o significado do hábito talar, por certo não saberão dizê-lo. Pelo contrário vão logo dizer: “isso é coisa do passado” ou ainda “isso não se usa mais”. São Ignorantes da LEI de sua própria Igreja (Código de Direito Canônico) que diz:

Cân. 284 - Os clérigos usem hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pelas conferências dos Bispos e com os legítimos costumes locais.

Nota de rodapé do cânone 284: Após entendimentos laboriosos com a Santa Sé, ficou determinado que os clérigos usem, no Brasil, um traje eclesiástico digno e simples, de preferência o “clergyman” (camisa clerical) ou “batina”.

A batina é um sinal de consagração a Deus. Sua cor negra é sinal de luto. O padre morreu para o mundo, porque tudo o que é mundano não lhe atrai mais. Ela é ornada de 33 botões na frente, representando a idade de Nosso Senhor. São 5 botões nas mangas, representando as 5 chagas de Nosso Senhor. Também possui 2 presilhas laterais que simbolizam a humanidade e a divindade de Nosso Senhor. O padre a usa com uma faixa na cintura, símbolo da castidade e do celibato. Algumas possuem mais 7 botões na parte superior do braço, simbolizando os 7 sacramentos, com os quais o padre conforta os fiéis.

A batina é, também, um santo remédio contra a vaidade. Enquanto um homem comum precisa gastar tempo em frente ao seu guarda-roupas ou a um espelho verificando se este paletó combina com aquela camisa ou se a cor da gravata está adequada, o padre veste sua batina e pronto. Nem precisa perguntar “o que eu vou vestir hoje?”. Sua roupa é uma só! Por isso ela também é símbolo de fidelidade e constância. Nos batizados, o padre usa a batina. Se for um casamento: batina! Se for um aniversário: batina! E se for um funeral? Batina! Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença… é sempre a mesma coisa. E não podia ser diferente, uma vez que o padre é o representante de Nosso Senhor Jesus Cristo que é o mesmo: ONTEM, HOJE e SEMPRE!

Aprendi em filosofia que expressamos no exterior o que há no interior. Aliás, essa idéia foi expressa por Nosso Senhor: “a boca fala do que o coração está cheio” (Mt 12,34). Talvez esteja aí a resposta para o desleixo e o desmazelo que há hoje na Igreja e no clero. Perdoe-me, caro leitor, se “pego pesado” demais. Mas penso que se a Igreja tivesse mantido a rígida disciplina do passado, metade do nosso atual clero não seriam padres hoje. Jesus conta uma parábola no Evangelho de São Lucas sobre um administrador INFIEL, que, ao ser descoberto, está prestes a perder seu emprego:

“O administrador refletiu então consigo: Que farei, visto que meu patrão me tira o emprego? Lavrar a terra? Não o posso. Mendigar? Tenho vergonha.” (Lc 16,3)

Tenho a impressão de que muitos sacerdotes vivem hoje do mesmo modo que esse administrador infiel. Como não se sentem capacitados para realizar outra atividade, por isso, se servem da Igreja. Vão “empurrando com a barriga” o seu ministério. Em nome de uma “simplicidade” cometem as maiores atrocidades: Missas celebradas de qualquer maneira; desrespeito às coisas sagradas; paramentos terrivelmente feios ou sujos; igrejas que mais parecem caixotes e não expressam piedade, etc. Parece que nem sequer acreditamos mais naquilo que fazemos. Hoje, por exemplo, eu estava de batina caminhando pelas ruas do centro da cidade. Passei por um seminarista e ele me cumprimentou: “E aí, padre? Beleza?”. A menos de cinqüenta metros à frente, um mendigo que estava sentado à porta de uma loja também me saudou: “a bença seu padre…”.

(...)

Termino dizendo uma frase que há muito eu disse num sermão: Não tenho medo dos lobos que vêm em pele de cordeiros… tenho medo daqueles que vêm em pele de pastores!

“Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos” (2Cor 4,8)

Pe. Leonardo Holtz Peixoto

domingo, 15 de maio de 2011

sábado, 14 de maio de 2011

É tudo uma questão de liberdade


Como muita gente sabe este verão vai acontecer uma coisa fantástica, chama-se as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), criadas, pensadas, pelo Beato João Paulo II as JMJ são o encontro dos jovens com o Papa, como muitos ateus gostavam que fosse, mas não é um encontro qualquer com uns meninos tótós que por acaso gostam do Papa, é simplesmente o maior encontro de jovens de todo o mundo, de todas as culturas, de todos os cursos, de todas as cores, de todas as línguas, de todos os trabalhos etc...são milhares. Não há nem houve nada que juntasse tanta gente nova, nem concertos, nem concursos, nem desporto, é mesmo muita gente e gente boa, tudo para ouvir o Santo Padre.
Mas isso incomoda, e não é pouco. Incomoda porque o Papa pede coisas grandes, coisas fortes que vão contra toda o nosso comodismo social, o Papa pede para nós sermos Santos, e grita pelos jovens, pede para se viver a castidade, a fidelidade, a caridade. O impacto de umas JMJ é brutal, os frutos são enormes, grandes conversões e imensas vocação.
Mas como disse, isso incomoda e de tal maneira que em Espanha já se vive as consequências das JMJ que se irão realizar em Madrid a meados de Agosto.
Desde o inicio do ano tem sido os ataques frequentes à Igreja Católica, nas universidades até tiveram de acabar com a celebração da Santa Missa por falta de segurança, Igrejas vandalizadas, as marchas com profanações, contra a Igreja, contra o Papa, contra a imagem de Jesus tornam-se comuns, esta semana partiram uma livraria porque vendia livros do beato João Paulo II, no dia 13 de Maio houve manifestações ateias contra a Nossa Senhora e voltaram a partir Igrejas. Caso não tenham entendido isto passa-se em Madrid e não em Bagdad.
Realmente o Papa incomoda, porque o que Jesus pede é belo e verdadeiro, mas não é fácil nem é pouco. A mensagem da Igreja é rebelde, vai totalmente contra a concepção desta liberdade egoísta e deste Humanismo egocêntrico, por isso há quem não queira ouvir, e também há quem não queira ver que existe gente que quer muito mais dos homens, muito mais da vida quer a própria Vida!
As JMJ vieram "incendiar" Espanha, que pegue "fogo" a toda a Europa para sermos Felizes.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Jovens católicos vão ler o catecismo

Os Jovens Católicos, são chamados por Bento XVI a conhecer a sua fé (nada mais que normal: eu só posso acreditar naquilo que conheço). A resposta é ler o catecismo da Igreja Católica (óbvio), o que resolveria muito dos problemas, ou melhor o problema que é o relativismo religioso, o resto são consequências.
A solução para esta crise, para esta sociedade, está nos jovens enérgicos que não se inibem com a desorganização de terem Jesus nas suas vidas, mas de O terem de verdade, com coerência e com generosidade, sem negociar.

Aqui vai um texto da Aura Miguel: O Exemplo de Jeremias
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Estas palavras de Bento XVI podem ler-se no prefácio do mais recente catecismo para jovens – o “You Cat” – que será apresentado ao público na próxima semana.
“Se um romance policial é excitante, porque nos insere no destino de outras pessoas, (…) mais cativante ainda será ler este livro, porque fala do nosso destino”, prossegue o Papa.
Por isso, “estudem-no no silêncio do vosso quarto, leiam-no enquanto casal, se estiverdes a namorar, formai grupos de estudo e redes sociais, partilhai-o entre vós e na Internet, porque é preciso saber aquilo em que acreditamos. Se um especialista em tecnologia domina o sistema de um computador ou se um músico sabe ler uma partitura, também os jovens católicos devem conhecer a fé e estar enraizados nela ainda mais profundamente do que a geração dos seus pais, para enfrentar os desafios e as tentações deste tempo, com força e determinação”.
E, para os mais cépticos, Bento XVI deixa um indicador de esperança: "Quando Israel vivia um mau momento da sua história, Deus não pediu ajuda aos grandes nem aos notáveis, mas a um jovem chamado Jeremias…”.
Assim, também, a nossa História poderá ser renovada pelas novas gerações que, sem preguiça, não fujam ao rosto de Deus.

Um sugestão de Acção de Graças:


Quero o que quereis,
quero porque o quereis,
quero como o quereis,
quero enquanto o quiserdes

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O futuro de Portugal também passa pelo celibato?

Já repararam que sempre que há um programa na tv sobre o futuro do país, o fim da crise, o desenvolvimento, o desemprego, a pobreza etc... há sempre um convidado que é sacerdote?