quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
domingo, 4 de dezembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Quando foste embora eras mesmo pequenino
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Sou católico, mas....

domingo, 3 de julho de 2011
Tratado sobre a liberdade:

Vamos desistir da Vida???
Pedro Vaz Patto, escreve sobre a legitimidade da luta pro-vida, na questão do aborto:IRREVERSÍVEL, PORQUÊ?
Voz da Verdade, 2011-07-03
Esta ideia de uma inexorável lei histórica choca, porém, com os princípios que regem as democracias e as sociedades abertas, onde, como também foi a propósito salientado, temas como este não podem ser “tabu”. «O futuro está aberto» - salientava Karl Popper quando contrapunha esses princípios à visão marxista de uma história fechada e pré-determinada.
E essa suposta irreversibilidade também não é confirmada pela história recente. A Polónia tem hoje, e na sequência da queda do regime comunista, uma legislação que restringe acentuadamente o aborto, com reflexos efectivos na sua prática, depois de ter conhecido uma experiência de verdadeira banalização. A opinião pública dos Estados Unidos – confirmam-no os mais recentes estudos – aceita cada vez menos o status quo da liberalização do aborto - de que esse país foi pioneiro desde o longínquo ano de 1973 - e a tendência pró-vida é aí hoje quase maioritária. Por estes dias, discute-se na Rússia uma alteração legislativa, com motivações de ordem ética e demográfica, tendente à restrição do aborto (designadamente o fim do seu financiamento público), cuja prática chega actualmente aos 74 por cada 100 nascimentos.
Quanto ao “retrocesso civilizacional”, uma ideia não deixa de me vir à mente.
No Império Romano, os primeiros cristãos distinguiam-se do comum das pessoas por não aderirem a uma prática então generalizada: a morte ou abandono de crianças recém-nascidas e não desejadas. Assim o afirma a célebre Carta a Dioneto, que traça um retrato desse grupo. Ilustres filósofos gregos e latinos aceitaram essa prática sem remorsos. Se hoje ela nos choca, devemo-lo às raízes judaico-cristãs da nossa cultura. Na tutela da vida, em especial das crianças, dos deficientes, dos mais débeis e indefesos, identificamos um sinal de autêntico progresso civilizacional. Progressos civilizacionais, encontramo-los no cada vez menos frequente recurso à pena de morte, ou à guerra como forma de resolução dos conflitos. É a cada vez mais acentuada tutela da vida humana que pode representar um progresso civilizacional. Não certamente o contrário.
Assistimos hoje, porém, ao requestionar da ilicitude moral do infanticídio. Influentes filósofos como Peter Singer e Michael Tooley defendem a licitude dessa prática. A razão fundamental tem a ver com a “desumanização” da criança recém-nascida a partir de argumentos que também serviram para “desumanizar” o feto e assim legitimar o aborto; se o feto não é pessoa, também não o é a criança recém-nascida; se o feto deficiente não tem direito à vida, também não o terá a criança recém-nascida com uma deficiência que só então possa ser detectada. Afinal, o que distingue substancialmente um ser humano pouco antes ou pouco depois de nascer?
Não será certamente este um “progresso civilizacional”. Regressamos a visões pré-cristãs que se pensariam superadas, além do mais porque também contrárias a qualquer visão humanista.
Para muitos, e por isto mesmo, a liberalização do aborto nunca poderá ser vista como “progresso civilizacional”. Têm, pelo menos, o direito de ser ouvidos e considerados, e não marginalizados como “ultra-conservadores “ ou “ultra minoritários”.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Ao ponto que nós chegamos ou ao ponto que nós voltamos

domingo, 29 de maio de 2011
Crime contra a humanidade
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Ainda sobre a conferência do ultimo sábado no convento de São Bento

Sem duvida que é muito mais rebelde aquele que é Católico coerente!
domingo, 3 de abril de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
Ainda sobre a revista new age: Happy
Lembram-se quando escrevi sobre a revista que ironicamente se chama Happy, pois bem, recebi este comentário do Bernardo Motta blogger de um dos melhores blogs sobre a simbiose fé e razão: Espectadores.
Como achei que o comentário do Bernardo está bem melhor que o meu post, decidi publicar e agradecer.
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quarta-feira, 2 de março de 2011
Sinto vergonha desta sociedade: revista happy

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Há uma linha que separa o bem e o mal, a vida e a morte

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
O nascimento
É Natal porque o Menino nasceu, nesta época custa mais ler isto: Há 53 abortos legais todos os dias em Portugal, há 3 anos à por dia 53 bebés, crianças, homens que deviam nascer, crescer viver e legalmente são interrompidos (?) da maior e melhor oportunidade das suas vidas: viver.quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Ser católico não está na moda
Os católicos têm um costumo não são do tipo sair para a rua gritar a sua doutrina. A questão dos preservativos não é de todo relevante, mas incomoda muita gente, principalmente os ateus. Eis a questão se você não acredita em Deus, se o seu racionalismo não se deixa influenciar pelo Evangelho, se o Papa é anacrónico porquê que se incomoda tanto quando Bento XVI fala do preservativo? É porque precisa de algum modo de aprovação moral para um comportamento social? (o que põe em causa a descrentisse), ou é porque a Igreja é a única Instituição que se tornou imútavel ao relativismo moral do preservativo? (o que põe em causa a racionalidade acima referida), só vejo essas razões e não me digam que é por medo que a SIDA alastrasse entre os católicos porque se esses forem mesmo católicos e ouvem o que Papa diz, então têm a única solução viável a 100% dada pela própia ciência para o fim da propaganda do vírus a castidade.Ouvir o que se quer é fácil, mas não é a verdade!
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Uma coisa é ou não é não pode ser e não ser ao mesmo tempo, é a vida.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010
No Reino Unido pode-se abortar até às 28 semanas
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Será que é necessário dar lições de educação sexual ao pessoal?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Ça ira!, manifesto da revolução matrimonial portuguesa

A verdade é que as duas heroínas do amor, protomártires do casamento dito homossexual, são um bocado antiquadas, pois a sociedade pós-moderna deste sorridente século XXI conhece mais arrojadas expressões de acasalamento. Por exemplo, essa "cena" de que o casamento é a dois já deu o que tinha a dar e, mesmo que se admita como relíquia de outras eras, não pode ser tida, numa sociedade multicultural e globalizada, como a única modalidade matrimonial reconhecida pela lei civil. Com efeito, por que razão se há-de impor dogmaticamente que o casamento se estabelece sempre entre duas pessoas?! Porque não entre três, por exemplo, que é a conta que Deus fez?!
Se a menina Nádia e a menina Jéssica têm direito a que o seu romântico amor seja juridicamente considerado matrimonial, porque razão o menino Ibrahim, magrebino que joga no Futebol Clube da Reboleira, não pode casar simultaneamente com as suas amadas Sheila e Cynthia? Afinal, onde é que está escrito que o casamento é monogâmico? No Código Civil, é certo, mas não era também nesse vetusto pergaminho que se prescrevia a não menos odiosa exigência da disparidade de sexo, que tanto afligiu as meninas Jéssica e Nádia?!
Se já se admite a união "matrimonial" de duas mulheres ou de dois homens, admita-se também o casamento de vários cônjuges! Se não se aceita apenas o matrimónio monogâmico e heterossexual, reconheça-se então, pela mesma razão, o casamento poligâmico e homossexual! Se se deu às meninas Nádia e Jéssica o direito ao seu recíproco casamento, não se negue ao menino Ibrahim o direito ao seu harém, a bem da liberdade de nós todos, dele e também das suas muito queridas Cynthia e Sheila que, em tempo de crise, estão pelos ajustes de partilhar o mesmo marido.
Diga-se ainda, por último, que a exigência legal de que o matrimónio se estabeleça entre duas pessoas é contrária aos mais elementares direitos dos animais não-humanos. A definição do casamento como união de um homem com uma mulher é tão arcaica quanto o matrimónio para a procriação: o casamento moderno não tem nada que ver com a família ou com a geração, porque foi elevado à sublime condição do mais libérrimo amor. Ora o amor não se afirma apenas entre os humanos, como muito bem sabem quantos estimam os animais mais do que os seus semelhantes que, salvo melhor opinião, não são as ditas bestas.
Assim sendo, espera-se agora que a D. Arlete, que, desde que faleceu o marido e os filhos abalaram para parte incerta, se entregou de alma e coração à sua gata Britney, exija que o Estado português lhe permita institucionalizar esta sua amantíssima relação com o seu bichano, bem mais fiel do que o seu defunto ente querido, e muito mais carinhoso do que a sua ingrata prole. É provável que o zeloso funcionário de turno não queira abençoar esta revolucionária união e que, mais uma vez, os tribunais confirmem a recusa, em nome de um qualquer alfarrábio ultramontano. Mas se a D. Arlete, à imagem e semelhança do amoroso casalinho das meninas Jéssica e Nádia, perseverar no seu revolucionário empenho, é certo e sabido que tem garantida a vitória nos corações de todos os portugueses, sejam eles gatos ou não. E, mesmo que os tribunais não lhe dêem a razão, terá decerto direito ao prime time dos noticiários de todas as televisões e, depois, à bênção nupcial do Governo e do Parlamento. (Nota: todos os nomes são fictícios, menos o da gata, à qual se pede desculpa pela inconfidência).
in jornal Público, 2010.01.18
Gonçalo Portocarrero de Almada
Licenciado em Direito e doutorado em Filosofia. Vice-presidente da Confederação Nacional das Associações de Família (CNAF






