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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Às voltas por Lisboa... (II)


À duas semanas fui à FNAC do Chiado, a minha preferida, e por acaso ou não, mas pelo menos não é costume estava no dispositivo "Religião" imensos livros sobre a vida de São Josémaria Escrivá!
É engraçado pensar que num tempo de crise e de desemprego, como estes dias, vende-se muito a vida de um Santo que falava sobretudo da santificação do trabalho!
Digamos, estava uma montra bonita!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

No dia 6 de Outubro de 2002


No dia 6 de Outubro de 2002, foi para mim um dia normal nada especial e como um dia normal vi televisão e lembro-me das noticias sobre a canonização de São Josémaria Escrivá, juntamente com os comentário pseudo eruditos de "como seria possível a Igreja Católica canonizar o fundador do Opus Dei?"
Apesar de ter passado 9 anos nunca mais me esqueço daqueles comentários! (penso que os jornalistas aproveitaram bem a ocasião não só para falar mal do Opus Dei como para falar mal do Papa e da Igreja e dos Católicos.)
Foi assim, à 9 anos, que conheci São Josémaria Escrivá um fundamentalista e conservador da Igreja Católica, que fundou uma organização equiparada à máfia italiana! Uma ideia preconcebida, bem elaborada pelos nossos jornalistas, é verdade! Mesmo sabendo da má qualidade jornalística nunca pus em questão que São Josémaria era isso tudo e se pudesse eu também o culpava da crise.
Não tem nada a ver, mas um dia perguntaram-me "porque que os Esquimós não comiam pinguins?" eu pensei em mil coisas, porque a carne dos pinguins não é saborosa, porque os pinguins estão em vias de extinção, porque os pinguins são uma espécie de animal de estimação dos esquimós etc... ate que me disseram "Não, porque estão separados por milhões de km os esquimós vivem no Polo Árctico ou seja no Polo Norte e os pinguins no Polo Sul!" O que dá tirar conclusões sem observar: estupidez!
A Observação é um método cientifico que consiste ver, perceber. Como é que eu posso interpretar uma coisa que nunca vi, que não conheço?
No dia 6 de Outubro de 2002 eu era uma jovem de 16 anos e sem saber eu era uma criança, com pretensões rebeldes, e apesar de me dizer Católica não gostava deste novo Santo Escrivá, ou seja, com os meus 16 anos, ainda bem, eu tinha somente bom humor e... a rebeldia jovem de querer mudar o mundo mas para mudar o mundo é preciso conhecer o mundo e o que eu fazia era criticar o mundo apaixonadamente, agora aprendi a amar o mundo apaixonadamente!
Quando me dei o trabalho de conhecer o Opus Dei, conheci pela vida das pessoas da Obra a grandeza deste Santo...(é cientifico: Observar para depois interpretar!)
Eu percebo porque São Josémaria consegue irritar tanta gente, porque ele realmente tinha uma vida santa, e não só queria isso para si como propôs a todos os seus filhos d'Opus Dei, ele fala de uma vida exigente, é intransigente à mensagem de Deus, não é um homem híbrido e relativista, e apesar de ser um homem do mundo não é mundano, quem lê a biografia de São Josémaria vê que é um homem verdadeiramente enamorado, e como tal cuida bem do seu Amor, isso chateia, chateia os ateus, os agnósticos, os católicos adversativos, a new age etc... O Beato João Paulo II disse isso, numa mensagem aos sacerdotes na 5ªf santa de 2001: «o cristianismo proposto não pode ficar reduzido a um medíocre compromisso de honestidade segundo critérios sociológicos, mas deve visar verdadeiramente a santidade».
Jesus diz no Evangelho quem estiver com Ele será perseguido, por isso outros comentários jornalisticos não seria de se esperar do dia 6 de Outubro de 2002, dia que eu não tive a maturidade suficiente para perceber a santidade.
Um doutor da Igreja, Santo Ambrósio escreveu: "Aquele que luta tem o que esperar, onde há luta à coroa". Não havia duvidas que Josémaria encontrava-se na Gloria de Deus, mas ainda bem que existiu o dia 6 de Outubro de 2002, porque é importante sabermos que há santos do nosso século e por favor que venham mais, que seja também o Álvaro, a Paquita & Tomás, Guadalupe, Isidoro, Eduardo, Montse...
Desde que este santo entrou na minha vida deixou muito de si! A vida de um homem em Graça é talvez a maior prova de existência de Deus isso chateia, e chateou no dia 6 de Outubro de 2002.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ainda sobre os Dragões

O artigo com o mesmo no do filme: Encontrarás Dragões, é de autoria do Padre Gonçalo Portocarrero de Almada, está fantástico (como de costume) e resume o aquilo que são os nossos dragões, à margem do filme e da vida do Padre Santo, S. Josémaria de Balaguer.
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Quando comunicaram a Charles de Foucauld a necessidade de abater o seu cavalo predilecto, o oficial do exército francês exigiu que ao animal fossem prestadas honras fúnebres. Dito e feito. Colocaram o cadáver da besta na fossa correspondente, o enlutado cavaleiro fez a sua apologia, enalteceu as excelentes qualidades equinas e rematou o discurso com uma conclusão escatológica e profética: -Tenho a certeza de que, tendo sido um tão bom cavalo aqui na terra, não poderás deixar de ir para o céu! E é isso, precisamente, o que mais me entristece porque, assim, de certeza que não te voltarei a ver!
A história não confirmou a profecia, não só porque não consta que o cavalo tenha sido recebido no reino dos Céus, mas também porque o Visconde de Foucauld, ao contrário do que o seu mundano passado lhe tinha levado a vaticinar, veio a ser não apenas um exímio fiel cristão, mas também fundador de uma benemérita ordem religiosa, falecido com fama de santidade e, eventualmente, mártir.
Mas não é sobre o Beato Charles de Foucauld que trata o filme «Encontrarás dragões», ainda em exibição em várias salas do nosso país, muito embora a acção que serve de argumento seja também de natureza bélica. Com efeito, o realizador de «A Missão» e de «Killing fields», ao recriar, com engenho e arte, a vida de Josemaria Escrivá, centrou-a no conturbado período da guerra civil espanhola, que o fundador do Opus Dei viveu com especial intensidade, quer quando sofreu, na sua própria carne, as agruras da cruenta perseguição contra a Igreja, quer quando, depois de não poucas vicissitudes, logrou passar para a outra zona. No entanto, a questão política e militar é secundária no guião, centrado nos percursos divergentes do padre católico e de um seu impenitente amigo e ex-colega, em que a recusa inicial da lógica cristã do amor e do perdão se resolve in extremis.
Se é verdade que os pecadores incomodam, os santos incomodam muito mais. As fraquezas evidentes dos nossos semelhantes talvez nos mereçam reparo, mas o vê-las favorece a nossa auto-estima, enquanto a heroicidade das virtudes dos bem-aventurados não só nos envergonha, como denuncia a nossa fé débil, tantas vezes dúbia e vacilante. Há quem tenha tentado superar este doloroso confronto da nossa costumeira tibieza e da exaltada heroicidade dos bem-aventurados, elevando-os a uma outra condição, como se tivessem nascido já predestinados para uma tão excelsa missão que nunca experimentassem as fraquezas de que é capaz o coração humano. Mas não, também os santos, talvez até mais do que o comum dos mortais, sofreram no seu corpo e no espírito todos os combates a que deve fazer frente a natureza humana para corresponder à vocação para a perfeição da caridade, que é o amor. Os santos não foram os que não tiveram que lutar, por terem nascido confirmados no bem, mas os que, mesmo tendo encontrado dragões, interiores e exteriores, os souberam vencer com a ajuda de Deus, estimulada pelo seu constante começar e recomeçar.
É provável que «Encontrarás dragões» não satisfaça alguns devotos de São Josemaria, que acharão que o filme, que não faz a apologia do Opus Dei, apresenta o seu fundador numa desarmante naturalidade e, por isso, aquém da aura mística em que às vezes sonhamos as exemplares vidas dos santos. Como ele próprio referia, via-se apenas e tão só como um pecador que ama Jesus Cristo. Apesar de se sentir «capaz de todos os erros e horrores», como dizia, não desistia do ideal da santidade, não como auto-aperfeiçoamento complacente, mas como resposta ao amor de Deus e da Igreja, que serviu apaixonadamente. E os que o seguem, não seguem a ele, mas a Cristo, como muitos anos antes, as pegadas na neve de um descalço religioso, puseram o jovem Josemaria não no encalço do penitente frade, mas do seu divino Mestre.
É possível também que este filme não agrade aos fiéis seguidores do «príncipe deste mundo». O mundo é complacente com uma Igreja que não censure a sua mundanidade, mas não com os santos que, à imagem e semelhança de Cristo, o venceram. «Daqui resulta», segundo G. K. Chesterton, «o paradoxo da história: cada geração é convertida pelo santo que mais em desacordo com ela está!».

domingo, 26 de junho de 2011

Porque hoje é dia 26 de Junho (II)

São Josemaría Escrivá procurou despertar esta urgência de santidade em todos os homens. O facto de que a sua canonização tenha tido lugar nos alvores do novo século, é particularmente significativo. A sua mensagem ressoa com especial força nos momentos actuais: «Viemos dizer, com a humildade de quem se sabe pecador e pouca coisa – homo peccator sum(Lc 5, 8), dizemos com Pedro –, mas com a fé de quem se deixa guiar pela mão de Deus, que a santidade não é coisa para privilegiados: o Senhor chama a todos, de todos espera Amor: de todos, estejam onde estiverem; de todos, seja qual for o seu estado, a sua profissão ou ofício. Porque essa vida corrente, quotidiana, sem brilho, pode ser meio de santidade: não é preciso abandonar o estado que cada um tem no mundo, para procurar a Deus, se o Senhor não dá a uma alma a vocação religiosa, visto que todos os caminhos da terra podem ser ocasião de um encontro com Cristo» (Carta 24-III-1930, n. 2).

Porque hoje é dia 26 de Junho

É assim que se ganham as grandes honras: as da terra e as do Céu. (Forja, 1045)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Como amar o mundo apaixonadamente, num cinema perto de si

There Be Dragons


Esqueçam os Piratas das Caraíbas, amanhã vai estrear um óptimo filme: "Encontrarás Dragões".
Digamos que é um filme sobre um amor, um grande Amor. Sem ser maniqueísta, consegue com objectividade ter como cenário uma das piores guerras da Europa, a guerra civil espanhola (isto é único).
Alguma vez se questionou até quando pode ir a Graça de Deus? Pois este filme é sobre as relações humanas, sobretudo sobre o perdão, e no meio da violência, da guerra e da morte lá está a história de um santo, um dos maiores santos da contemporaneidade, se não é o maior pelo menos tem uma grande família.
São Josémaria Escrivá, como ele viu o Opus Dei? É um grandiosa história que consegue ser simples, tal como a sua espiritualidade, normal ou quotidiana. Aqui percebe-se porquê que este santo é tão problemático, pois ele estava realmente apaixonado.
Vejam o filme, vale a pena, lembro-me do que o Duque de La Rochefoucauld escreveu "Perdoamos na medida que amamos".

segunda-feira, 28 de março de 2011

Porque hoje é dia 28 de Março: Para ser nosso ele foi Padre

"Vieram-lhe as lágrimas aos olhos: tinha pensado que o seu filho iria ser arquitecto ou advogado. Foi a única vez que o viu chorar. Chorou de alegria, porque o pai de Josemaria era um bom cristão, mas também sentiu pena, porque um sacerdote tem de ser uma pessoa sacrificada."

domingo, 27 de março de 2011

sábado, 12 de março de 2011

Sexta-Feira de Quaresma (I)


O Primeiro livro - da sexta dia 11 - dá jeito para qualquer sexta-feira, é a Via Sacra de São Josémaría Escrivá.
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«Meu Senhor e meu Deus, sob o olhar amoroso de nossa Mãe, dispomo-nos a acompanhar-Te pelo caminho de dor, que foi o preço do nosso resgate. Queremos sofrer tudo o que Tu sofreste, oferecer-Te o nosso pobre coração, contrito, porque és inocente e vais morrer por nós que somos os únicos culpados. Minha Mãe, Virgem dolorosa, ajuda-me a reviver aquelas horas amargas, que o teu Filho quis passar na terra, para que nós, feitos de um punhado de lodo, vivêssemos por fim in libertatem gloriae filiorum Dei, na liberdade e glória dos filhos de Deus».
Com esta oração começam as páginas desta Via Sacra, em que São Josemaría acompanha Nosso Senhor durante as catorze estações até à sua morte redentora no Calvário.
Álvaro del Portillo comenta no Prólogo que São Josemaría, ao animar os cristãos a seguir os passos de Jesus pela Via dolorosa e a meter-se nas chagas de Cristo Crucificado, «não fazia mais do que comunicar a sua própria experiência, mostrar o atalho que ia percorrendo ao longo do seu caminho terreno, e que o conduziu aos mais altos cumes da espiritualidade. O seu amor a Jesus foi sempre uma realidade tangível e comovedora , terna e filial ».

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Quando vamos ao cinema? (II)

Estou mesmo com vontade de ver o filme e não é somente porque fala da vida de São Josémaria, mas porque o realizador Roland Joffe marca, por excelência, o cinema contemporâneo.
A Missão é um épico da minha vida. Lembro-me de ser miúda, na altura que dava bons filmes na tv, e o meu avô explicar-me cada momento do filme A Missão, a companhia de Jesus, a expiação, o perdão e a entrega. Desde a música (o brilhante Ennio Morricone) até à história.
Acho que foi por causa disto que tão cedo não gostava do Marquês de Pombal.
Por isso não há duvidas que There be dragons será um bom filme, mas também porque fala da vida de São Josemaria.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

26 de Junho 1975

Hoje o dia é dele.
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"Ao dar o meio-dia, morre repentinamente em Roma, depois de ter dirigido um olhar cheio de carinho, pela última vez, a uma imagem da Virgem de Guadalupe que tinha em lugar de honra no quarto de trabalho. Cinco anos antes, durante a sua estadia no México, tinha murmurado em frente de um quadro em que a Senhora dá uma rosa a São João Diego: “Assim queria eu morrer: olhando para a Santíssima Virgem, e que ela me desse uma flor”.