Mostrar mensagens com a etiqueta Cavaco Silva. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cavaco Silva. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Candidata 'consciência' teve alguns votos

O que este meu amigo fez hoje: "votou em consciência...pegou no boletim de voto, fez um quadrado em baixo e à frente escreveu 'consciência'"

sábado, 22 de janeiro de 2011

No dia de reflexão pense nisto: Amanhã seja Inútil

O artigo chama-se: APOLOGIA DO VOTO INÚTIL e é, claro, do Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada
___________________________________
Em tempos de eleições presidenciais, legislativas ou autárquicas, é recorrente o recurso ao argumento do voto útil. Na gíria política entende-se por voto útil a escolha do candidato ou do partido que, mesmo não reunindo as condições que o eleitor desejaria sufragar, é no entanto o menos mau dos candidatos com hipóteses de ganhar. Na perspectiva eleitoral, o voto num partido ou candidato que nunca poderá vencer é sempre um voto perdido ou, pior ainda, um voto nas candidaturas que ficariam beneficiadas com a inutilidade prática desse voto idealista.
À medida que se aproxima um acto eleitoral, esfumam-se os axiomas éticos e os princípios, que cedem o seu lugar à pressão das sondagens e das conveniências do momento, quase sempre apresentadas como inadiáveis exigências de salvação nacional. À conta desses pretensos imperativos de ordem pública, engolem-se não poucos sapos e conspícuos cavalheiros travestem-se ideologicamente, em malabarismos de rara acrobacia e discutível moralidade. E quem não se disponibilizar para uma tal cambalhota eleitoral e decidir não vender, nem hipotecar, o seu voto, é certo e sabido que pagará cara a factura da sua verticalidade: à partida é, pelo menos, um utópico e, à chegada do desastrado resultado eleitoral que a sua atitude propiciou, é um cúmplice do inimigo, um traidor.

É sabido que a história do voto útil tem barbas. Nas vésperas da segunda guerra mundial, o voto útil funcionou a favor de duas grandes forças extremistas. Quando a Alemanha se encontrava numa muito delicada situação interna e externa, os nazis apareceram como a força mais eficaz para deter o triunfante bolchevismo, que ameaçava a liberdade alemã e europeia. É certo, em termos históricos, que muitos dos apoiantes de Hitler o fizeram à conta do voto útil: mesmo não concordando com as teses nazis, entenderam que essa era a única força política capaz de deter o comunismo internacional e, por isso, deram-lhe o seu voto. Em sentido contrário, o voto útil também funcionou a favor do bolchevismo que, para muitos anti-nazis, parecia ser o mal menor ou, pelo menos, a única estrutura partidária com força suficiente para se opor, com eficácia, ao nacional-socialismo. Mas é óbvio que tanto uns como os outros, quer votando de olhos fechados em Hitler, quer dando o seu contrariado voto aos seguidores de Estaline, favoreceram as respectivas tiranias e votaram contra a liberdade, a democracia e o bem comum. Os seus votos foram úteis, sem nenhuma dúvida, mas para o mal.
Não é só na vida privada que o crime não compensa, porque também na vida política essas leviandades pagam-se caras, como sabem os que sofreram a ditadura nazi na Alemanha, ou os que padeceram os horrores do comunismo na Rússia e nos outros países que também viveram, ou ainda vivem, sob a ditadura do proletariado. Na realidade, tanto os que sufragaram Hitler como os que apoiaram Estaline perderam, porque a vitória moral e política foi daqueles «inúteis» que souberam privilegiar uma atitude de coerência ética, sem se deixarem intimidar pelos falsos argumentos de uma suposta utilidade nacional ou internacional.
Se, por absurda hipótese, houvesse que escolher entre Estaline e Hitler, seria caso para dizer que venha o diabo e que escolha porque, por mais útil que fosse votar em Hitler, para que Estaline não pudesse ganhar, ou votar em Estaline, para que Hitler não saísse vencedor, seria sempre uma escolha dos diabos. E a quem o não seja, só lhe resta uma hipótese digna: não votar em nenhum dos dois, por mais inútil que uma tal atitude pudesse parecer.
Em Portugal, Hitler e Estaline não vão a votos, felizmente. Mas, mesmo sendo eticamente lícita a votação no menos mau dos candidatos, resta saber se uma tal opção é suficientemente digna. Sendo escassas as garantias de idoneidade moral dos prováveis eleitos, por ausência de princípios éticos humanistas, ou por falta de coerência na sua aplicação – recorde-se, a este propósito, a promulgação da lei dos casamentos de pessoas do mesmo sexo – é provável que a opção mais coerente e honrosa não passe pelo voto no menos mau candidato, nem no péssimo, pelo menos para quem, na sua vida pessoal e na sua actuação pública, não se pauta por conveniências contingentes, mas por princípios e valores permanentes.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Presidente da Republica: Balanço de uma campanha


Esta campanha eleitoral à presidência da Republica tem sido uma espécie de espectáculo maçador, comparado talvez com aquelas declamações de poesias contemporâneas.
Nós sabemos quem vai ganhar, só que os discursos, as ideias, as acções populares, podiam mas, não trazem nada de novo, mais do mesmo e mais do mesmo. Por isso acho incrível que se acusem os jovens de comodismo eleitoral.
Cavaco Silva o único candidato à direita que não representa a direita na sua totalidade, durante a campanha vem com um discurso a defender a família, que me deu imensa vontade de rir, em relação à constitucionalidade do casamento homossexual demonstrou uma incoerência e uma falta de carácter, pois prolongo uma lei que para além de verificar a sua inconstitucionalidade ele próprio discordava, ou seja fraqueza politica. Cooperou com o governo em relação à crise social, a não ter feito uma verdadeira oposição de ideias, demonstrou ser um presidente fraquinho e previsível nas respostas ao jornalistas: "não comento"! O caso das escutas foi uma vergonha nada a seu favor.
Quando a direita apresentou os seus candidatos, onde estava o Bagão Fellix?
Manuel Alegre, candidato dos partidos da extrema esquerda o BE e do Partido Socialista, o que me faz pensar que o candidato Alegre deve ter uma versatilidade politica fantástica, por isso mesmo o seus discursos não são profundos para não atacar verdadeiramente o governo que lhe apoia e para não se distancia do extremismo bloquista, incoerente, fraquinho e anacrónico.
O candidato do Partido Comunista, Francisco Lopes tem um discurso patriota e ouso dizer tipo salazarista, pelo bem da nação, proteccionismo ao seu extremo, ortodoxo e muito, mesmo muito anacrónico.
Depois temos Fernando Nobre, um homem que se diz um alturista, mas fazia muito mais se não se tivesse metido na politica, ter resguardado o seu trabalho e a imparcialidade da AMI valia, não se consegue olhar para Fernando Nobre sem ver o Mário Soares.
Defensor Moura, um cidadão com certa actividade politica no PS, com boa vontade e pouca força e pouco perfil de Presidente, sem apoios financeiros.
Por fim, last but not the least, o madeirense, José Manuel Coelho, digamos é o único que está a fazer uma campanha com propaganda de tal forma que podia dizer que nem as empresas de assessoria politica tinha feito melhor, e acreditem pela forma como as pessoas estão revoltadas com esta situação do país, com estes candidatos, este senhor ainda vai ganhar muitos votos, e esses votos tem uma leitura de um comportamento politico de longe serem pelo candidato.
A burocracia domina o mundo dizia Weber, com razão, novamente eu e um grande grupo de conterrâneos açorianos estudantes no continente voltamos a não votar.
Mas quero que saibam que apesar do meu voto nulo não aparecer nas sondagens, que a minha abstenção seja vista como um comportamento politico de quem está farta desta elite.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O valor da coragem politica


A politica não é efémero, é isso que Cavaco Silva não entende. O Rei Belga Balduíno, o filho mais velho do rei Leopoldo III da Bélgica, ficou na historia não por ter resolvido as crises que sempre existiram nas sociedades, mas pela atitude corajosa de lutar por aquilo que acreditava, pelo exemplo de chefe de Estado e pela luta na questão realmente facturante, a da vida. Balduíno I renunciou, entre 4 e 5 de Março de 1990, às suas funções como chefe de Estado ao recusar assinar a lei de despenalização do aborto no país.
Isto sim é coragem politica, ou melhor isto sim é politica.

Ainda o tal casamento


José Socrátes diz uma verdade, falando contra si, para atacar Cavaco Silva.
Assim vai a nossa politica. Excitante...
(Eu nunca pensei dar razão a Socrátes)
_____

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Nota de abertura da Rádio Renascença


Mais uma vez a RR têm um discurso prático e recto, desta vez sobre as declarações do nosso Presidente da Republica. Vale a pena ler:
___________________
Se o Presidente da República considera irrelevante o poder de veto que a Constituição lhe confere, mais valia dele prescindir, porque o risco de uma maioria confirmar uma lei que o Presidente vetou existe sempre. Cabe perguntar: a partir de agora não teremos vetos presidenciais ou o Presidente Cavaco Silva só vetará um diploma, quando tiver a certeza de não ser contrariado? Quanto à situação económica, o Presidente sugere que um veto sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo seria pretexto para não combater a crise; e chega a invocar a ética da responsabilidade política para justificar a sua decisão. Mas dos argumentos presidenciais, resulta exactamente o contrário: a crise é que surge como um triste pretexto para não vetar o casamento de pessoas do mesmo sexo. Alguém acredita que agora, com esta promulgação, a crise será melhor combatida? E o que fará o Presidente se a crise piorar, apesar da promulgação desta lei? Até onde irá, nessa circunstância, a sua ética da responsabilidade? Como toda a gente sabe, e o Presidente melhor que ninguém, a crise é antiga, estrutural; e se não foi melhor combatida a outros motivos se deve; muitos, aliás, o têm dito: antes de ser económica, é uma profundíssima crise de valores e de convicções que chega às elites e fragiliza as lideranças. Sem mudar estilos de vida e de liderança, Portugal não sairá da situação em que se encontra neste momento. O mero calculismo político nunca resolve crises; pelo contrário, só as agrava.

Não lhe dou cavaco


Não entendo esta atitude do nosso Presidente da Republica, quando o Cavaco Silva foi eleito, foi pelas suas ideias, foi pelos seus valores.... ai de mim imaginar que se Louça fosse democraticamente eleito viesse defender um liberalismo económico! Porquê que o nosso presidente não tem coragem?
Se uma pessoa não é coerente com os seus ideais é coerente com quê?
Evitar a crise politica ou não aumentar a crise económica com uma crise de valores de certo não é o mais correcto.
Mas hoje e sempre nós não baixamos a cabeça.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

domingo, 11 de outubro de 2009

Sucedeu que...




...fomos todos enganados! O acontecimento que marcou a Silly Season não passou de um mal entendido. Refiro-me à espionagem de que Belém, alegadamente, foi alvo. O Público noticia que "informação sensível do Estado Português foi roubada por uma rede informática sediada na China". A informação foi avançada por uma empresa portuguesa denominada Trusted Technologies, da qual pouco se sabe. Bruno Vieira, co-autor do relatório divulgado, "contou que a investigação se desenrolou ao longo de cerca de seis meses e que foi motivada por notícias do início deste ano, que davam conta que vários computadores de organismos do Estado tinham sido alvo de ataques informáticos. Em teoria”, garantiu Vieira, a informação encontrada nos computadores chineses “põe em causa a segurança das instituições” e permite alterar bases de dados como as do Registo Predial ou até interferir com a contagem de votos numa eleição”. Segue-se uma maquiavélica teoria da conspiração, da minha autoria: O Governo Português, preocupado com a ascensão do PSD e com um possível cenário de derrota, decidiu contratar a empresa Ghost Net, para astuciosamente espiar os passos do Presidente da República assim como os dos seus assessores. Não satisfeitos com tanta malvadez e percebendo que todo o escândalo criado em torno deste assunto não seria suficiente para vencer as eleições legislativas, optaram pelo plano B: adulterar o resultado dos sufrágios. E lá conseguiram uma vitória. Contudo consigo ainda conceber uma outra explicação, perfeitamente plausível, para tudo isto: depois de serem encurralados com o caso das escutas, o governo decidiu contratar a Trusted Technologies para, à maneira do Tio Alberto da Madeira, culpar os pobres chinesinhos por toda esta desgraça!

Elementar meus caros! :)


terça-feira, 21 de outubro de 2008

A lei do divorcio


O nosso Presidente da República Cavaco Silva promulga a lei do divorcio, mas alerta para o mal desta ser injusta e os cuidados que os legisladores e ou juristas devem ter. Já com a lei da legalização do aborto (à quem lhe chame - lei da despenalização da interrupção voluntária da gravidez) teve a mesma advertência. Às vezes o Cavaco Silva faz-me lembrar uma personagem bíblica, o Pôncio Pilatos.

domingo, 3 de agosto de 2008

Isso não interessa nada




-"Diz que em Portugal a separação de poderes não é importante, consideram até maçador!"

-"Ambrósio! Siga para Portugal!"

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Mas e a Concordata?


Talvez por ser assumidamente Católico, Cavaco Silva demonstrou optar por uma postura politicamente correcta, falou-se do Tratado de Lisboa, África e Timor-Leste na audiência com o Papa Bento XVI no dia 28 deste mês, mas e a Concordata?