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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Estado da nossa Justiça

Um sem-abrigo é julgado em Tribunal porque fez uma tentativa de roubo, imaginem de 6 chocolates no Lidl! Realmente os nossos tribunais e ministério publico não devem ter muito trabalho....
Para quando o julgamento daqueles políticos e empresários que puseram o pais na ruína? Esses não são ladrões de chocolates, de grandes superfícies comerciais, são ladrões de famílias!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Alguém conhece este senhor....?


É interessante ver como ninguém é culpado da crise, dizem todos que é uma tal entidade sem personalidade chamada sistema, mas será que o senhor sistema agiu sozinho?

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Maria José Nogueira Pinto (1952-2011)


Quando uma pessoa morre normalmente existe uma tendência para surgir elogios, mas na verdade é impossível ficar-se indiferente a Maria José Nogueira Pinto, um mulher determinada, cheia de convicções, fazia politica com estilo e sem medo, até apreciava o seu tom de voz quando sabia que tinha razão, era firme como as ideias. A maneira como defendeu a vida na esfera politica e como não se deixou corromper. Uma mulher de fé, agora nota-se fazes-nos falta.
Por acaso tive a sorte de um dia ter jantado ao seu lado, e tal como é na politica era na vida privada, transparente, com bom humor e muito inteligente.
Acho se pudesse voltar a falar com ela agradecia-lhe o seu grande exemplo de mulher e de politica, que me fez acreditar na politica portuguesa, nos políticos e em Portugal, acreditar que ainda vale a pena lutar no parlamento pelo fim do aborto, e que os valores da vida humana não são anacrónicos e isso é o essencial da politica, a felicidade do homem.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Porque hoje é dia 22 de Junho, dia de São Thomas More:

A vida de São Thomas More é inspiradora, deixo aqui alguns apontamentos bibliográficos e ou curiosidades, mas vale a pena ler mais sobre a vida do autor da Utopia.
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  • Pela sentença o réu era condenado "a ser suspenso pelo pescoço" e cair em terra ainda vivo. Depois seria esquartejado e decapitado. Em atenção à importância do condenado o rei, "por clemência", reduziu a pena a "simples decapitação". Ao tomar conhecimento disto, Tomás comentou: "Não permita Deus que o rei tenha semelhantes clemências com os meus amigos." No momento da execução suplicou aos presentes que orassem pelo monarca e disse que "morria como bom servidor do rei, mas de Deus primeiro."
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  • De Morus teria dito Erasmo: "É um homem que vive com esmero a verdadeira piedade, sem a menor ponta de superstição. Tem horas fixas em que dirige a Deus suas orações, não com frases feitas, mas nascidas do mais profundo do coração. Quando conversa com os amigos sobre a vida futura, vê-se que fala com sinceridade e com as melhores esperanças. E assim é More também na Corte. Isto, para os que pensam que só há cristãos nos mosteiros."
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  • "O seu profundo desdém pelas honras e riquezas, a humildade serena e jovial, o sensato conhecimento da natureza humana e da futilidade do sucesso, a segurança de juízo radicada na conferiram-lhe aquela confiança e fortaleza interiorque o sustentou nas adversidades e frente à morte. A sua santidade refulgiu no martírio, mas foi preparada por uma vidainteira de trabalho, ao serviço de Deus e do próximo."
- (João Paulo II, (31.10.2000) ao proclamá-lo patrono dos governantes).

domingo, 29 de maio de 2011

Para se divertir com a sua família

Anteontem estive a ver os nossos tempos de antenas, uma coisa é certa já não me ria tanto desde que Woody Allen começou a ser comercial.
Podemos ser um país pobre, mas não somos um país deprimido.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Presidente da Republica: Balanço de uma campanha


Esta campanha eleitoral à presidência da Republica tem sido uma espécie de espectáculo maçador, comparado talvez com aquelas declamações de poesias contemporâneas.
Nós sabemos quem vai ganhar, só que os discursos, as ideias, as acções populares, podiam mas, não trazem nada de novo, mais do mesmo e mais do mesmo. Por isso acho incrível que se acusem os jovens de comodismo eleitoral.
Cavaco Silva o único candidato à direita que não representa a direita na sua totalidade, durante a campanha vem com um discurso a defender a família, que me deu imensa vontade de rir, em relação à constitucionalidade do casamento homossexual demonstrou uma incoerência e uma falta de carácter, pois prolongo uma lei que para além de verificar a sua inconstitucionalidade ele próprio discordava, ou seja fraqueza politica. Cooperou com o governo em relação à crise social, a não ter feito uma verdadeira oposição de ideias, demonstrou ser um presidente fraquinho e previsível nas respostas ao jornalistas: "não comento"! O caso das escutas foi uma vergonha nada a seu favor.
Quando a direita apresentou os seus candidatos, onde estava o Bagão Fellix?
Manuel Alegre, candidato dos partidos da extrema esquerda o BE e do Partido Socialista, o que me faz pensar que o candidato Alegre deve ter uma versatilidade politica fantástica, por isso mesmo o seus discursos não são profundos para não atacar verdadeiramente o governo que lhe apoia e para não se distancia do extremismo bloquista, incoerente, fraquinho e anacrónico.
O candidato do Partido Comunista, Francisco Lopes tem um discurso patriota e ouso dizer tipo salazarista, pelo bem da nação, proteccionismo ao seu extremo, ortodoxo e muito, mesmo muito anacrónico.
Depois temos Fernando Nobre, um homem que se diz um alturista, mas fazia muito mais se não se tivesse metido na politica, ter resguardado o seu trabalho e a imparcialidade da AMI valia, não se consegue olhar para Fernando Nobre sem ver o Mário Soares.
Defensor Moura, um cidadão com certa actividade politica no PS, com boa vontade e pouca força e pouco perfil de Presidente, sem apoios financeiros.
Por fim, last but not the least, o madeirense, José Manuel Coelho, digamos é o único que está a fazer uma campanha com propaganda de tal forma que podia dizer que nem as empresas de assessoria politica tinha feito melhor, e acreditem pela forma como as pessoas estão revoltadas com esta situação do país, com estes candidatos, este senhor ainda vai ganhar muitos votos, e esses votos tem uma leitura de um comportamento politico de longe serem pelo candidato.
A burocracia domina o mundo dizia Weber, com razão, novamente eu e um grande grupo de conterrâneos açorianos estudantes no continente voltamos a não votar.
Mas quero que saibam que apesar do meu voto nulo não aparecer nas sondagens, que a minha abstenção seja vista como um comportamento politico de quem está farta desta elite.

sábado, 3 de julho de 2010

José Sócrates


"Arrogância: tendência para dominar os outros para além dos próprios e legítimos direitos e méritos" João Paulo II

terça-feira, 1 de junho de 2010

O valor da coragem politica


A politica não é efémero, é isso que Cavaco Silva não entende. O Rei Belga Balduíno, o filho mais velho do rei Leopoldo III da Bélgica, ficou na historia não por ter resolvido as crises que sempre existiram nas sociedades, mas pela atitude corajosa de lutar por aquilo que acreditava, pelo exemplo de chefe de Estado e pela luta na questão realmente facturante, a da vida. Balduíno I renunciou, entre 4 e 5 de Março de 1990, às suas funções como chefe de Estado ao recusar assinar a lei de despenalização do aborto no país.
Isto sim é coragem politica, ou melhor isto sim é politica.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Politico(s) pouco Alegre(s)


Depois do magnifico post da minha colega de blog: Esquizofrenia, não devia escrever mais sobre o assunto, mas é que isto incomoda-me!
Manuel Alegre desde as ultimas presidenciais, à qual não obteve o apoio do partido, passou os 5 anos políticos a criticar o governo, o mínimo de coerência que se podia esperar é se o governo está tão mal porquê precisa ele do apoio do PS que tanto o afastou? (E Vice -versa?)
Pois este mês saiu um estudo que os portugueses não confiam nos políticos....mas estão à espera de que? A nossa elite politica é uma vergonha, os interesses eleitorais sobrepõe-se aos ideais e caciquismo é feito à descarada.
Manuel Alegre é mais um exemplo da instrumentalização de um partido, e Cavaco Silva é um homem sem coragem para assumir as suas posições, e nós andamos nisto entre o mau e o muito mau.
Diria Hamlet, em quem devemos confiar??? Eis a questão mais existencialista do momento... Pelos vistos os bons não estão na politica... (e eu cada vez acho mais que estão nos livros.)

domingo, 23 de maio de 2010

Adolfo Suarez


Felizmente a História tem bons políticos e Suarez é um que vale mesmo a pena recordar.
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"Un político no puede ser un hombre frío. Su primera obligación es no convertirse en un autómata. Tiene que recordar que cada una de sus decisiones afecta a seres humanos. A unos beneficia y a otros perjudica. Y debe recordar siempre a los perjudicados..." Adolfo Suarez

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Política à portuguesa


Este ano, no primeiro semestre do mestrado, tive aulas com o Arquitecto José António Saraiva, foi um privilégio ouvir na primeira pessoa algumas experiências da politica e do jornalismo da nossa sociedade portuguesa. Mas sobretudo porque o professor é realmente um senhor ou segundo o João Carlos Espada um Gentleman (como quase todos os professores da UCP). Digo isto não é pela forma como o jornal "Sol" encarou o caso Freeport ficando sem patrocínios das empresas estaduais.
Para quem não pode assistir às aulas sempre pode ler este livro, que de forma sucinta e fácil expõe a politica à portuguesa, principalmente a história recente da nossa democracia. Aconselho mesmo sobretudo para aqueles que querem ter uma noção de cultura geral da nossa sociedade politica, pois este livro pode ser um trampolim para os vários temas. Principalmente o capitulo 10 intitulado: "Valores e princípios na política"
O Livro é mesmo as aulas, lá até pode-se encontrar uma discrição da turma ou a disposição das salas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Caim Bolchevique

Texto de autoria, claro, Gonçalo Portocarrero de Almada
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Muito se tem escrito e dito sobre o mais recente opúsculo do Nobel português mas, na realidade, não se percebe a razão, porque nesta sua última ficção literária, o escritor iberista não apresenta nada de novo. Pelo contrário, é mais do mesmo. Com efeito, não é de estranhar que o autor do falso «Evangelho segundo Jesus Cristo» manifeste, mais uma vez, o seu desdém pela Bíblia, palavra de um Deus em que não crê, e que, por isso, de novo arremeta contra as religiões em geral e a católica em particular, sua inimiga de longa data e muita estimação.
É verdade que alguns cristãos ficaram incomodados pela recorrente deturpação dos textos sagrados e pela falta de respeito pela liberdade religiosa que uma tal atitude evidencia. Mas reconheça-se, em abono da verdade, que o criador desta mistificação, com laivos auto-biográficos, não podia ter sido mais sincero nem coerente com a teoria política que tão devotamente segue. Com efeito, que outra personagem, que não Caim, poderia personificar melhor a ideologia em que se revê o galardoado autor?! Não é o irmão de Abel a melhor expressão bíblica do que foi, e é, o comunismo para a humanidade?
O ilustre premiado com o ignóbil prémio Nobel acredita que Caim nunca existiu, o que é, convenhamos, um acto de muita fé para quem se confessa ateu, até porque não tem qualquer evidência científica dessa suposta inexistência em que tão dogmaticamente crê. Mas decerto não ignora a realidade histórica de muitos outros Cains – Lenine, Estaline, Mao, Pol Pot e outros diabretes de menor monta – todos eles sobejamente conhecidos pelas atrocidades a que associaram os seus nomes e a sua comum ideologia.
À conta do Caim bíblico, agora reabilitado, por obra e graça deste seu oficioso defensor, pretende redimir os não poucos Cains que lhe são doutrinal e eticamente afins, mas a verdade é que o pretenso carácter mítico daquele não faz lendários os crimes destes seus comparsas mais modernos, até porque esta sanha fratricida ainda hoje impera, impunemente, na China, no Tibete, no Vietname, na Coreia do Norte, em Cuba, etc.
Mas não é só Caim que é um mito para o ortodoxo militante comunista, pois Deus também não existe (em todo o caso seria sempre um segundo Deus, porque o primeiro é, como é óbvio, o próprio escritor), e a Igreja Católica mais não é do que uma aberração. Mas, se assim é de facto, porque se incomoda tanto com a inexistente divindade e a pretensamente caduca instituição eclesial?! Será que, apesar de não acreditar em bruxas, no entanto nelas crê e teme?! Ou, melhor ainda, será que se está finalmente a converter, senão num cristão convicto, pelo menos num ateu não praticante?! Deus, que crê também nos que n'Ele não crêem, o queira…
Sem a Bíblia seriamos diferentes? Sem dúvida. Melhores? Duvido, porque todas as grandes tiranias do século XX – o fascismo, o nazismo e o comunismo – foram e são visceralmente ateias e, pelo contrário, todas as grandes gestas de justiça social são cristãs, como católica é também a maior rede mundial de assistência aos mais necessitados. Mas uma coisa é certa: sem o marxismo seriamos hoje muitos mais, concretamente mais cem milhões de mulheres e homens, tantos quantas foram as vítimas do comunismo em todo o mundo (cf. Stéphane Courtois, Le livre noir du communisme, Robert Laffont, 1998, pág. 14).
Gonçalo Portocarrero de Almada

segunda-feira, 29 de junho de 2009