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sexta-feira, 11 de julho de 2008

A liberdade que se come a si própria


A Holanda é uma país bizarro, já lá estive e foi uma viagem que adorei fazer, até quero lá voltar. É um pais com duas caras, existe uma Holanda de canais fluviais, aldeões protestantes e muita simplicidade; mas também fiquei a conhecer a grande ilusão do mundo pôs-moderno, como a liberdade sem dignidade humana pode ser tão degradante como a ausência da própria liberdade. Tanto uma mulher que se tem de tapar toda com uma burka, ou outra que está numa montra a vender-se a si própria, é completamente repugnante e sinceramente penso que o segundo exemplo, pelos vistos mais politicamente bem aceite na Europa, seja muito pior. A Holanda quer atingir um estado de pura liberdade que não é real (já tinha escrito AQUI). Faz-me lembrar um discurso do Hitler a 12 de Abril de 1922 em Munique, em que o ditador diz " we are making the people completely free". Vê-se bem o resultado!
Depois de ser conhecida como a escrava da Liberdade a Holanda, brinda-nos com estes exemplos: "A Holanda aplica a lei anti-fumo, no sector da hotelaria, a que pertencem os "coffeshops", onde continuara a ser permitido fumar canabis, mas só sem tabaco" (!!!!!!!!!!!!!)
A droga pode ser fumada e o tabaco não, creio que os critérios desta lei não foram questões sanitária, provavelmente é uma atitude turisticamente elaborada, mas preza pela estupidez, pela discriminação e pela falta de liberdade.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Ai rir...


Estas são aquelas coisas que me fazem rir, rir à gargalhada! ver o sr. Sócrates todo prezado a ir para a Venezuela a fazer o negocio internacional com o petróleo, aos abraços ao Hugo, e muito mais... mas depois os meios de comunicação não querem saber desta linda fotografia, porque o PM andou a fumar no avião. Será que ele leu a lei que o partido que ele é secretario geral criou e aprovou? Espero que pague uma boa e grande multa! É que ainda por cima o homem diz que vai deixar de fumar, e nós os portugueses é que vamos ter de aturar o mau humor da ressaca.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Leis, Liberdades em Portugal



"(...) Mas a verdade é que vivemos numa sociedade onde o aborto não é penalizado em nome da liberdade individual; ao mesmo tempo, vemos nos primeiros dias de Janeiro notícias como "Três homens apanhados a fumar pela polícia".

Que modelo de sociedade estamos a construir e, sobretudo, o que significa para nós a liberdade? Somos actualmente a sociedade do "sanitariamente correcto", mesmo que não se olhe a medidas despropositadas para impor ao indivíduo o que ele pode ou não fazer. O critério da razoabilidade e da intervenção mínima do Estado nas liberdades individuais é preterido em função do padrão uniformizador dos hábitos e das consciências.
Está patente aos olhos de todos que o tabagismo é um problema actual e efectivo. O ataque às causas, a prevenção e, sobretudo, a sua proibição são medidas indiscutivelmente eficazes na luta contra uma das maiores causas de mortalidade a nível mundial.
Porém, o mesmo raciocínio não serve já interesses tão ou mais fundamentais como o valor da vida em si, o valor da vida dos outros. Enquanto o Governo proíbe o cigarro, permite e paga o aborto. Por absurdo, uma grávida com menos de 10 semanas pode ser punida por fumar, mas não o será se abortar o seu filho.
O aborto é um flagelo a ser combatido. Há um ano poderíamos acrescentar que até aqui estamos todos de acordo. Mas não é verdade: um primeiro balanço da aplicação da lei do aborto mostra-nos já, ainda a quente, que a banalização do aborto é o resultado da permissividade com que passámos a tratar a questão.
Portugal precisa de uma política de saúde consistente e coerente: identificar os males, combater as causas, fomentar as práticas que evitem o flagelo, seja através da prevenção, seja através do apoio às alternativas e, finalmente, proibir as práticas prejudiciais, respeitando os valores de liberdade em confronto.
Do tabagismo poderá recuperar-se o fumador, do aborto nunca mais se recuperarão pelo menos duas vítimas: a mãe e o seu filho. Ainda continuamos a tempo de o evitar."

Catarina Almeida, Fumadora e ex-mandatária do Diz Que Não

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Deputados confusos, querem uma intrepetação da nova lei do tabaco


Parece que os deputados não sabem muito bem o que consiste esta nova lei do tabaco. Quem irá saber melhor do que aqueles que têm como função aprovar as leis? Será que eles sabem que têm que ler antes de votarem.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Quando o sol nasce, nasce para todos! Quando uma lei nasce, nasce para alguns!


Como o Vinho de Cheiro já tinha dito, o inspector-geral da ASAE foi apanhado na sua própria cuspidela. Não fumo e detesto que fumem em cima de mim, mas esta lei é exagerada e estúpida. Existem cafés, bares, tascas... em que existem porque existem fumadores, mais que qualquer casino esses locais pontuais e de pequeno lucro, como os cafés das aldeias e das fajãs sobrevivem muito daquele fulano que sai de casa para fumar um cigarro e beber um café.

Para mim o António Nunes podia ter fumado todos os cigarros na passagem de ano, ate podia ter fumado umas ganzas, mas ele é um chato, burocratico e controlador da sociedade, quando fala tem a mania que é um guardião da higiene, e tem sempre razão, a vida não tem de ser limpa! Quando era miúda ruía muitos brinquedos cheios de tinta com chumbo, partia-me toda a brincar no meu quintal sempre cheia de feridas no meio da terra, abraçava os cães todos que via, andava de bicicleta com o FLA nos piores lugares para andar, entre falecias com a única recomendação se caíres larga a bicicleta, acampava em lugares selvagens e ando de mota de água com o maluco do Vinho de Cheiro sem colete e a mais de 85 km/h com fortes quedas!
E estou viva, com saúde graças a Deus e não á ASAE.


Parece que o Frei Tomas do Antonio Nunes, teve audiencia nos meios de comunicação internacionais:

Anti-smoking chief breaks ban on Day 1


LISBON (Reuters) - The head of the Portuguese agency responsible for enforcing a new ban on smoking in public was seen lighting up at a New Year party, breaking the law on the first day it came into effect.
Antonio Nunes, president of Portugal's food standards agency, was photographed by the daily Diario de Noticias smoking a cigar at a casino on the outskirts of Lisbon.
Nunes told the daily he was not aware the anti-smoking law, which applies to cafes, restaurants and bars, also included casinos. But a spokesman for the Ministry of Health said it did.
"We will have to look into what is in the law," Nunes said.
(Reporting by Henrique Almeida; editing by Sarah Marsh)
© Reuters 2008. All Rights Reserved.
Mais Noticias:

Inspector-geral da ASAE fotografado a fumar com lei já em vigor


02.01.2008 - 11h13 Lusa

O inspector-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) foi fotografado a fumar num casino depois da entrada em vigor da lei do Tabaco, segundo o “Diário de Notícias”. A Confederação para a Prevenção do Tabagismo diz ser lamentável mas desvaloriza impacto.António Nunes, responsável por uma das entidades que irá fiscalizar a aplicação da lei, foi visto a fumar uma cigarrilha no Casino do Estoril na madrugada de dia 1 de Janeiro.Em explicações ao “Diário de Notícias”, António Nunes considerou que a nova lei "não proíbe expressamente o tabaco nos casinos e nas salas de jogos", justificando com a existência de um conflito de interesses com a lei do jogo, que contudo, não faz qualquer referência ao consumo de tabaco. No entanto, um parecer da Direcção Geral de Saúde indica que os casinos e salas de jogo, "sendo locais fechados, não podem deixar de se incluir no âmbito da aplicação a lei", além de estarem abrangidos na lei por "serem locais de trabalho". "Trata-se de uma daquelas situações inoportunas e um exemplo lamentável que nos mostra que estamos em face de uma dependência grave", disse o presidente da Confederação Portuguesa para a Prevenção do Tabagismo, Luís Rebelo. Contudo, Luís Rebelo desvalorizou o impacto desta situação na aplicação da nova lei e atribuiu a atitude de António Nunes a "um automatismo" inconsciente. Sobre as dúvidas manifestadas pelo máximo responsável da ASAE relativamente ao âmbito de aplicação da nova lei, Luís Rebelo considerou que a legislação "é clara" quanto à proibição de fumar nos casinos e salas de jogos. "Não pode haver dúvidas quanto à aplicação da lei sobretudo ao nível das entidades responsáveis pela sua fiscalização", disse.

Protecção dos cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco(lei do tabaco) :