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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A propósito de muros


Ich bin ein Tuga por José de Pina


"Desde o início da humanidade, os muros foram sempre um símbolo de propriedade privada, logo de liberdade, e por consequência da democracia. E é por isso, com espanto, que vejo capitalistas a comemorarem a queda de um muro e comunistas a defendê-lo. A política é mesmo complicada; depois não se queixem de que o povo não se interessa por ela.

No nosso país os muros das propriedades são sagrados, são a prova de uma vida de sacrifício e de empreendedorismo. Quem tem um muro é porque, de uma maneira ou de outra, teve sucesso na vida. Podemos afirmar que no nosso país as querelas entre vizinhos por causa dos muros das propriedades já mataram, à sacholada, mais pessoas que o tão criticado Muro de Berlim. No entanto, uma obra como o Muro de Berlim não seria possível em Portugal. A construção ia atrasar-se de tal maneira que toda a gente já teria fugido para o outro lado quando o Muro de Berlim português estivesse acabado. O custo final do muro iria derrapar mais de 100% relativamente ao orçamento inicial e ainda antes de se começar a construir já o orçamento teria derrapado 50% ou mais! E isto se J. Sá Fernandes não resolvesse embargar a construção do muro, invocando questões de segurança, de volumetria ou de santanismo. Finalmente, a maior diferença entre os muros português e alemão é que o nosso cairia muito mais cedo, logo às primeiras chuvadas de Inverno; haveria deslocamentos de terras, infiltrações e em poucos anos cairia de podre, que é como cai tudo em Portugal."



E a Revolução continua


É preciso ter coragem para destruir muros.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Queda do Muro de Berlim: 20 anos depois viva a revolução de 1989

Como é que ainda existe comunistas na Europa depois de 1989? Esta é a pergunta existencialista que mais me angustia.

Queda do Muro de Berlim: 20 anos depois viva a revolução de 1989

Obrigada

Queda do Muro de Berlim: 20 anos depois viva a revolução de 1989

Obrigada

Queda do Muro de Berlim: 20 anos depois viva a revolução de 1989

Obrigada

Queda do Muro de Berlim: 20 anos depois viva a revolução de 1989


Há 20 anos atrás, por mais incrível que pareça à 20 anos, quando eu tinha 3 anos, existia uma Europa sem Liberdade, uma Europa autoritária, uma Europa infeliz, por detrás de um muro, escondida sobre os grafittis e o arame farpado. A chamada cortina de ferro. Fazendo crer que a utopia tinha sido um sucesso. Mas o medo de demonstrar o grande fracasso foi tal que se afugentou toda a oposição, toda a liberdade, toda a criatividade humana. Sair para o outro lado é que não, afinal porquê trocar a ditadura do proletariadoa pela lata de Coca-cola ?
É verdade, o muro de Berlim foi à tão pouco tempo.
A sua queda foi um grande momento histórico, foi uma lufada de ar fresco, como diria o Papa João Paulo II : "Agora sim, a Europa respira com dois pulmões". Foi um dos maiores e melhores momentos da História da Europa.
Assim sim,hasta la revolucion siempre.
Revolução esta que neste dia devia-nos inspirar, revolução de coragem, de orações, de artistas, revolução de escritores e jornalistas, de homens e mulheres, revolução da alma e da liberdade.
Foram 130 pessoas que morreram só a tentar passar o muro.
Agora, 20 anos depois, é tempo de destruir outros muros que guardam na cabeça de muita gente ideologias opressivas e mortíferas disfarçadas de igualdade e tolerância.
E para a queda desses muros, nada melhor que o exemplo da Historia e da verdadeira Verdade.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

qUEDA dO mURO dE bERLIM - 9.11.1989






Símbolo da esquizofrenia geopolítica e da rivalidade entre Leste e Oeste, uma abominação provocada pela guerra fria. Foi também considerado o verdadeiro atestado do fracasso do socialismo em manter-se como um modelo de sistema atraente para as populações.


O Muro, além de ser o símbolo da divisão da Alemanha em dois estados pós II Guerra, representava a divisão do mundo em dois blocos: os países capitalistas; e os países socialistas (Marxistas-Leninistas). Este muro provocou a morte a pelo menos 80 pessoas, 112 ficaram feridas, e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar






" A solução não é muito linda, mas mil vezes melhor do que uma guerra." John F. Kennedy





Ele foi o primeiro soldado a fugir durante a construção do muro para o Oeste. Esta fotografia, captou o preciso momento em que este soldado salta sobre o arame farpado que dividia as duas partes de Berlim, viria então a ser um ícone fotográfico.


Bernauer Straße


Com uma altura de três metros, separou bairros, cortou cemitérios ao meio e até fechou entradas de igrejas. O relato de Hagen Koch (participou da construção do muro) é deveras impressionante: "A Bernauer Straße foi um caso especial: as paredes das casas delimitavam a fronteira e por isso não foi possível construir um muro nesta zona. Nem podia haver soldados na rua para vigiar a fronteira, porque a rua fazia parte do território da Alemanha Ocidental. Os soldados ficaram nas casas para evitar a fuga pelas janelas. Quando os moradores da Bernauer Straße se deram conta de que os soldados começavam a fechar as janelas e as portas das suas casas, tentaram saltar dos pisos superiores, alguns até do terceiro e do quarto andar."








Uma visão mais romântica (trágico-comédia) do quotidiano dos que estavam para lá do muro e os tempos que vieram depois do pós-queda, é retratado no filme de Wolfgang Becker ," Good Bye Lenin" .