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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Quando foste embora eras mesmo pequenino


Mais de 60 000 abortos legais “por opção da mulher” em Portugal só desde Julho de 2007 até Agosto de 2010.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Nada me faltará!



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Acho que descobri a política - como amor da cidade e do seu bem - em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia.

Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizemos desde então uma família, com os nossos filhos - o Eduardo, a Catarina, a Teresinha - e com os filhos deles. Há quase quarenta anos.

Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais - Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções.

Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz - como repetiu João Paulo II - "não tenhais medo". Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios, nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida, nem na morte. Suportei as rodas baixas da fortuna, partilhei a humilhação da diáspora dos portugueses de África, conheci o exílio no Brasil e em Espanha. Aprendi a levar a pátria na sola dos sapatos.

Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou -mesmo quando faltava tudo.

Regressada a Portugal, concluí o meu curso e iniciei uma actividade profissional em que procurei sempre servir o Estado e a comunidade com lealdade e com coerência.

Gostei de trabalhar no serviço público, quer em funções de aconselhamento ou assessoria quer como responsável de grandes organizações. Procurei fazer o melhor pelas instituições e pelos que nelas trabalhavam, cuidando dos que por elas eram assistidos. Nunca critérios do sectarismo político moveram ou influenciaram os meus juízos na escolha de colaboradores ou na sua avaliação.

Combatendo ideias e políticas que considerei erradas ou nocivas para o bem comum, sempre respeitei, como pessoas, os seus defensores por convicção, os meus adversários.

A política activa, partidária, também foi importante para mim. Vivi--a com racionalidade, mas também com emoção e até com paixão. Tentei subordiná-la a valores e crenças superiores. E seguir regras éticas também nos meios. Fui deputada, líder parlamentar e vereadora por Lisboa pelo CDS-PP, e depois eleita por duas vezes deputada independente nas listas do PSD.

Também aqui servi o melhor que soube e pude. Bati- -me por causas cívicas, umas vitoriosas, outras derrotadas, desde a defesa da unidade do país contra regionalismos centrífugos, até à defesa da vida e dos mais fracos entre os fracos. Foi em nome deles e das causas em que acredito que, além do combate político directo na representação popular, intervim com regularidade na televisão, rádio, jornais, como aqui no DN.

Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé.

Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor.

Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará.

domingo, 29 de maio de 2011

Crime contra a humanidade

"Os países civilizados condenaram médicos alemães em Nuremberga por terem feito abortos. Na altura isso foi considerado um crime contra a Humanidade." Julgamento de Nuremberga, USGPO, Vol. IV, p.610

terça-feira, 5 de abril de 2011

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sexta-feira todos na manif - 4 Anos depois do referendo


Amigos,
Em 2010 fizeram-se, em média, 53 abortos por dia. Ao todo, desde que a nova lei do aborto foi aprovada, realizaram-se mais de 60 mil abortos, sendo que cada aborto custa ao Estado cerca de 1500€.
Queremos protestar contra esta lei, e todo o mal que causou e continua a causar a tantas crianças e mulheres.
Por isso, faremos uma Manifestação como gesto público de luto pelas vítimas do aborto.
Encontramo-nos nesta 6ª feira, dia 11 de Fevereiro às 10h30 à porta da Assembleia da República, vestidos de preto, como gesto de luto pelas vítimas do aborto.
10h30 - Concentração ao fundo da escadaria da Assembleia da República
10h45 - 1 Minuto de Silêncio pelas vítimas do aborto;
- Leitura do Manifesto da Associação Vida Universitária
Não é hora de ficar em casa, venham e divulguem!
Associação Vida Universitária
www.vida-univ.blogspot.com

sábado, 4 de dezembro de 2010

Um grande homem


Uma das melhores palestras que já assisti foi do Professor Ernâni Lopes. O tema era maçador o Tratado de Lisboa, mas muito podia esperar do orador Também sobre a Europa, mas foi naquela meia hora que mais apreendi sobre a vida, a aceitação da doença, a luta, a fé, o medo, a morte e por fim o Céu. Isto tudo ao seu estilo inteligente e humorado, como se não tivesse a morrer.
Que exemplo, que clareza de ideias, uma homem extraordinário, um ministro das finanças corajoso, inteligente, educado e pertinente esta foi uma das maiores perdas da elite politica nacional, que tanto faz-nos falta gente boa, como ele, ou seja foi mais uma perda para todo o país. Lembro-me destas suas palavras: "Não quero morrer mas estou preparado para morrer".

sábado, 27 de novembro de 2010

Pela Vida

O Papa pediu para neste sábado fazermos uma vigília pela vida nascente. Tão importante que é este tema, apesar dos referendos, dos artigos e das normas nós católicos não podemos cansar de lutar. E a nossa maior arma é a oração.
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"Nos nossos dias, é cada vez mais frente obter o video do bebé ainda dentro do ventre materno. Todos os membros da família rejubilam diante dessas imagens, demonstrando assim com essa alegria, a plena consciência de que a criança já faz parte das suas vidas. Confiados à intercessão de Santa Maria, nós Vos pedimos, Senhor, neste mistério [A Visitação de Maria a Santa Isabel] , que cada vez mais gente compreenda que uma criança recém concebida iniciou já uma história maravilhosa que deve ser protegida e admirada"
Padre João Paulo Pimentel; Rosário Pela Vida ed. AIS

domingo, 24 de janeiro de 2010

Durmam bem



"La mort est plus aisée à supporter sans y penser, que la pensée de la mort sans péril" Pensées de Blaise Pascal‎

segunda-feira, 30 de março de 2009

Bella

Nós estamos numa sociedade sentimentalista, de sentimentos e sentidos. Nós estamos numa sociedade que temos ouvir e ver para acreditar. Pior, nós estamos prisioneiros aos sentidos, tudo o que fazemos é a nosso gosto, e ao nosso prazer, nada nos pode custar existe uma fobia à palavra sacrifício.
Desta forma a emancipação de matérias sociais como marketing, que invadem a política a toda a força, como a publicidade tentam satisfazer os nossos gostos superficiais, deixando sempre um vazio.
Por isso ver este filme - "Bella". Sobre a vida, sobre viver, sobre o Amor. Uma obra cinematográfica feita a baixo custo e nada ao estilo de Hollywood, uma lição de vida sem pressão moral somente por aquilo que vale a pena, ou seja pela própria vida.
Por vezes precisamos mais que uma ecografia para saber que "aquilo" é uma pessoa inrrepetivel, é uma Bella. Vão lá ver o filme.

domingo, 29 de março de 2009

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Afinal é uma vida!!!


Mais um grande voto contra o aborto, e por mais contraditório que possa parecer veio da Inglaterra. Todos nós sabemos que o país de sua majestade, apesar de ter sido berço de John Lock, já se rendeu ao relativismo moral. E como qualquer bom país livre e ocidental à muito que aprovou a lei do aborto (existe quem lhe chame da interrupção voluntária da gravidez), e como bom país livre e ocidental Inglaterra já aumentou o prazo das 10 semanas e hoje é permitido fazer um aborto até às 24 semanas de gravidez, vê Portugal a podridão que te espera.
Acontece que nasceu uma menina chamada Lexie Slater-Folksman às 23 semanas, com algumas dificuldades iniciais a bebé esteve os primeiros messes na incubadora, e agora é uma menina saudável.
A mãe da menina já disse: "Estamos tão contentes de ter a Lexie em casa connosco que nos damos conta de quão erradas estão as leis sobre o aborto. Algumas futuras mães podem acabar terminar legalmente sua gravidez às 23 semanas, entretanto minha Lexie é a prova vivente de que os bebés podem sobreviver tendo nascido tão prematuramente. Nunca me dava conta de que um bebé está tão bem desenvolvido às 23 semanas e que merecem viver".
Pelos vistos, afinal é uma vida e não qualquer coisa! Vale a pensa pensar nisso! Mais sobre a noticia: AQUI

sexta-feira, 9 de maio de 2008

1,2,3,4.......27seg's = 1vida



"ao contrário do que gritavam, o aborto não se banalizou como método contraceptivo." Daniel de Oliveira

Pois não se tornou, para além dos casos que se verificou em Portugal de mulheres que fazem mais de um aborto em menos de um ano, esta semana um estudo feito na Europa sem carga ideológica e politica, realizado por uma equipa multidisciplinar com psicólogos , sociólogos, demógrafos, sexólogos e peritos em conciliação entre trabalho e família denunciou que "Nos 27 países da União Europeia é feito um aborto em cada 27 segundos o que representa um milhão e duzentos mil abortos anuais, segundo um estudo sobre a evolução da família na Europa em 2008."
Segundo o relatório a Europa é um continente velho, "imerso num Inverno demográfico" com a natalidade em crise. Os maiores de 65 anos já superaram em mais de seis milhões os jovens de 14 anos e cada vez nascem menos crianças (quase um milhão de nascimentos menos do que em 1980).
Dois em cada três lares europeus não têm nenhuma criança e apenas 17 por cento têm dois ou mais filhos.

De acordo com o relatório, Polónia, Roménia e Alemanha são os países da Europa dos 27 com um índice de natalidade mais crítico.
Por outro lado, adianta, são praticados por ano mais de um milhão e 200 mil abortos "o que equivale a um aborto em cada 27 segundos".
"O aborto, juntamente com o cancro, é a primeira causa de mortalidade na Europa", refere o documento acrescentando que cada dia deixam de nascer na Europa 3.199 crianças
. (inf. Agência Lusa)

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Lições para a vida....


O dia de hoje começou por não correr bem, mas acabou em grande. Ao fim da tarde, por acaso, tive a oportunidade de ouvir o professor Ernâni Lopes, talvez porque o ambiente era mais privado a conversa foi menos formal e desde a União Europeia, da economia, até cancro eu aprendi uma verdadeira lição para a vida. Graças a Deus que existe gente assim, sempre soube, que era necessário ter uma grande capacidade intelectual e psíquica para não ter medo da vida e muito menos da morte, mas chego á conclusão que é sobretudo necessário ter uma força espiritual. "Não quero morrer, mas estou preparado".