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sábado, 8 de dezembro de 2007

oBRAS-pRIMAS - "O Nascimento de Vénus"

Ainda nos temas de Sandro Botticelli, O Nascimento de Vénus é considerada uma das suas obras-primas. Muito recentemente, surgiu a opinião de que teria sido pintado ao mesmo tempo e como contraponto A Primavera, no entanto poderá ser rebatido em vários aspectos. Em primeiro lugar, as duas pinturas utilizam formatos de dimensões consideravelmente distintas; em segundo lugar, pode-se considerar que representam fases diferentes na evolução do artista; e em terceiro lugar, divergem em termos de técnicas.
A composição de O Nascimento de Vénus apresenta uma estrutura mais rigorosa - tem sido relacionada com o tradicional Baptismo de Cristo - e está impregnada de uma harmonia de linhas e de movimentos. É provável que a obra tenha sido executada no ano de 1483, sob encomenda de Lorenzo di Pierfrancesco de Médici. Botticelli inspirou-se em obras como a "Metamorfose" de Ovídio e Poliziano, para a realização desta obra.

No quadro, a deusa Vénus emerge das águas numa concha (na antiguidade Clássica a concha era uma metáfora de vagina), sendo empurrada para a margem pelos Ventos de Oeste, símbolos das paixões espirituais, e recebendo, de uma Hora (as Horas eram as deusas das estações), uma manto bordado de flores. Alguns especialistas argumentam que a deusa nua não representaria a paixão terrena, carnal, e sim a paixão espiritual. Apresenta-se de forma similar a antigas estátuas de mármore , esguia e com longos membros e traços harmoniosos.
A figura central de Vénus sobre a concha, a sua postura impregnada de um élan que é ainda essencialmente gótico, tem a ver com um ideal de Botticelli utilizou sob diversas formas. A anatomia de Vénus, assim como vários outros pormenores, não revela o estrito realismo clássico de Leonardo da Vinci ou Rafael. O pescoço é irrealisticamente longo e o ombro esquerdo posiciona-se em ângulo anatomicamente improvável. Não se sabe se tais pormenores constituíram erros artísticos, ou então, o que alguns chegam a sugerir que seriam presságios do vindouro Maneirismo. Um traço surpreendente de O Nascimento de Vénus e da obra de Botticelli, em geral, é a sua falta de interesse pela paisagem, o que reconheceu abertamente numa registada por da Vinci. Um detalhe, são as laranjeiras e o louro representados nesta obra, uma alusão aos Médicis.
Numa época, em que os temas religiosos eram quase obrigatórios, O Nascimento de Vénus, à revelia, reflecte o pensamento complexo da Academia Platónica que se reunia regularmente na Villa Careggi dos Médicis.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

oBRAS-pRIMAS 7 - "A Primavera"

Sandro Botticelli, foi o pintor mais notável da segunda metade do século XV, pertencente à Escola Florentina, início do Renascimento. Foi um homem culto e de grande temperamento artístico. Nasceu em Florença, aprendeu inicialmente ourivesaria, e também dedicou-se aos estudos literários. A maior parte da sua carreira esteve ligada às grandes famílias florentinas, especialmente aos Médicis, que o colocaram sob sua protecção e patronato. O relacionamento que teve com os Médicis possibilitou que tivesse condições para criar as suas obras-primas. Viveu apaixonadamente o aparecimento do Humanismo na corte de Lorenzo de Médici. No final da sua vida, influenciado pelas predicas de Savonarola, reformador religioso que propunha a austeridade, deixou de abordar temas mitológicos e profanos, e renuncia os elementos da perspectiva, voltando assim a uma pintura medieval. Botticelli desenvolve uma pintura narrativa. Trata com nova amplitude temas não só profanos, mas inclusive de mitologia pagã. Os seus personagens são sensuais, delicados, melancólicos. É um grande pintor da Virgem. Em contraposição às Virgens que eram pintadas nessa época, que expressam a beatitude e a contemplação de Deus, as de Botticelli apresentam um olhar de sonho e uma expressão melancólica, quase triste.






A Primavera é um quadro que utiliza a técnica de têmpera sobre madeira, combina um formato monumental (com figuras em tamanho natural) com uma técnica reminiscente da pintura de miniatura. Naquela época, quadros com dimensões grandes não era unusuais, especialmente nas residências de famílias poderosas. A sua datação é incerta, é consenso geral, que foi pintada em 1477 ou 1478, encomendada por Lorenzo di Pierfrancesco de Médici, primo de Lorenzo de Médici o Magnífico. Esta obra é altamente representativa da iconografia e da forma classicista, representando deuses mitológicos quase nús e de tamanho natural com um complexo simbolismo filosófico que requeriam um conhecimento profundo da literatura renascentista para poder interpretá-la. Embora a literatura da antiguidade clássica continuasse a ser uma fonte de inspiração temática, a sua influência formal tornou-se praticamente irrelevante.

Trata-se de uma obra de temática mitológica clássica que nos apresenta a alegoria da chegada dessa estação. O conteúdo codificado de A Primavera pode ser elucidado com a ajuda de um poema de Angelo Poliziano, que por seu turno inspirou-se em Ovídio. A interpretação clássica e mais generalizada é de Gaspary e Warburg (1888), descreve as figuras do seguinte modo, partindo da esquerda:



  • Mercúrio - É identificado por usar sandálias e capacete com asas e pelo caduceu, que é um pau usado para separar serpentes e criar Paz. O capacete e a espada conferem-lhe o perfil de ser o guardião do jardim de Vénus. Na representação ele está a esticar a mão que segura o caduceu de modo a dispersar a névoa; Veste um manto vermelho coberto com chamas, que cai de forma assimétrica, traço típico da Antiguidade, e era uma indicação de que se tratava de uma representação mitológica.



  • As três Graças - Seguidoras de Vénus, deusas da dança, estão representadas como três jovens, quase nuas cobertos por véus transparentes, com cabelos doirados e soltos. As Graças parecem ser retratos de pessoas existentes da época e conhecidas do pintor. A Graça da direita é Catarina Sforza, a do meio é Semiramide Appiani, mulher de Lorenzo il Popolano, também aqui representado como Mercúrio, que observa-o. A da Esquerda seria Simonetta Vespucci, protótipo de beleza Botticelliana. A hipótese mais acreditada referente às três jovens dançarinas, é que a da esquerda, de cabelos rebeldes, é a Voluptua, a central, de olhar melancólico e introvertido, é a Castidade, e a da direita, com um colar que sustêm um precioso pendente e um véu que cobre os cabelos, é a Beleza.



  • Vénus - Encontra-se no centro do quadro, e serve de eixo na composição. Ao redor da cabeça, arvoredo vai clareando, formando como uma espécie de aureola. Está representada com uma Nossa Senhora, com o cabelo coberto com véu e toca, como se tratasse de mulher casada. Apresenta-se com um vestido comprido e manto, que cai de forma assimétrica. O ventre proeminente era considerado gracioso, e um sinal de elegância era o modo de colocar a mão. Ela é o centro, não só físico, como também espiritual da obra, força criadora e coordenadora da Natureza, que faz nascer e crescer todos os seres vivos.

  • Cupido - Voa sobre a cabeça da figura central, Vénus a sua mãe, e de olhos vendados dedica-se a lançar uma flecha a uma das Graças. Na tradição clássica, Vénus e o Cupido surgem para avivar os campos, fustigados pelo inverno, iniciando a primavera ao semear flores, beleza e atracão entre todos os seres;

  • Flora - É a única figura do quadro que olha directamente para o observador, e parece que tenta espalhar a suas flores para fora da cena, cumprindo a sua função de adornar o mundo com flores. Destaca-se também pelo seu sorriso, pois não era muito frequente na pintura Renascentista, em particular de Botticelli, cujas as mulheres, estão sempre sérias e abstraídas;


  • A ninfa Cloris - Da sua boca saem as flores que Flora recolhe no seu vestido transparente. Botticelli a representa a sua metamorfose, quando se transformava em Flora.

  • Zéfiro - personificação do vento oeste, abraça a bela ninfa Cloris. É representado com cores frias, apesar de que sopra um doce brisa que possibilita a primavera.



Esta obra evidencia-se por contrastar com todo o desenvolvimento do pensamento artístico do século XV, através da perspectiva. Botticelli opta aqui por um formato monumental, com figuras de tamanho natural, com uma grande atenção ao detalhe. Apesar de alguma figuras serem inspiradas em esculturas antigas, estas não eram cópias directas sem estarem adaptadas à linguagem de Botticelli, que pressagiam o maneirismo do século XVI.

As personagens destacam-se do fundo pela claridade das suas peles e sua roupas, de cores claras e inclusivamente transparentes. A composição do arvoredo, é essencialmente laranjeiras, árvores tradicionalmente relacionadas com os Médici. No canto direito existem árvores prostradas pelo vento, que são Loureiros uma alusão ao nome de Lourenço. Todas as flores existentes fazem parte da flora Toscana

domingo, 25 de novembro de 2007

oBRAS-pRIMAS 6 - "Retrato de Casamento"


Jan van Eyck (1390-14419, é considerado o mais célebre dos pintores primitivos flamengos. Foi um pintor igualmente caracterizado pelo naturalismo, imperando na sua obra meticulosos pormenores e vivas cores, além de uma extrema precisão nas texturas e na busca por novos sistemas de representação da tridimensionalidade, ou seja, a perspectiva. Van Eyck, porém, não recorria com tanta frequência à perspectiva, pintando, desta feita, a madeira em que concebia os seus quadros de branco, o que concedia à pintura um excepcional brilho e um ligeiro efeito de profundidade. A ressequida madeira era também polida, o artista era muito inovador e até um pouco atrevido. Este costumava conceder profundidade e diversas sombras, mesmo nas zonas onde mais incidia a luz. Tal facto, pode ser considerado como uma iniciação ao realismo
Considerado como o fundador da escola realista flamenga, coube a Jan van Eyck aperfeiçoar a recém-criada técnica da pintura a óleo, em algumas das suas telas patenteiam uma técnica que o artista criou, de secagem rápida da tinta a óleo.


O Retrato de Casamento é a sua obra mais notável. Van Eyck pintou este retrato nupcial de Giovanni Arnolfini, um próspero mercador e sua esposa Giovanna Cenami, estabelecidos na cidade de Bruges. É evidente que o pintor assistiu à celebração do casamento, celebrado em segredo, já que uma inscrição na parede do fundo entre o espelho e o candelabro reza: "Jan van Eyck esteve aqui em 1434".


O casal se apresenta de pé, em sua alcova; o esposo bendiz a sua mulher, que lhe oferece sua mão direita, enquanto apoia a esquerda em seu ventre. A pose das personagens resulta uma aparência teatral e cerimoniosa, praticamente hierática; alguns especialistas vêem nessas atitudes fleumáticas certa comicidade, ainda que a referida interpretação que se vê no retrato, a representação de um casamento, atribui a isso alguma pompa.
O espelho convexo, emoldurado por pequenos medalhões que ilustram cenas da paixão, reflecte as duas figuras principais de costas e duas figuras masculinas mais pequenas de frente - uma forma engenhosa de transpor para a pintura a visão da sala pelo espectador, e a imagem do próprio artista.



A composição obedece a um esquema simétrico, em que o eixo central é sublinhado pelo candelabro, pelo espelho, pelas mãos enlaçadas do casal e pelo cão em primeiro plano. A profundidade espacial resulta não tanto das linhas de fuga, como também, da forma como figuras e objectos se sobrepõem. Esta obra, é considerada muito inovadora para a época em que foi concebida, exibe diversos conceitos novos relativamente às perspectivas e à acentuação dos segundos planos.
De modo surpreendente, aos rostos das duas figuras, trajadas ao estilo contemporâneo, falta individualidade associada à arte do retrato. Em contraste, pormenores mais insignificantes dimanam uma forte "personalidade": o candelabro tremeluzente em que arde apenas uma vela nupcial, por exemplo, para além do espelho, das roupas, do tapete e da janela à esquerda, de onde se vislumbra o mundo exterior. Jan van Eyck imprime assim uma qualidade quase tangível aos seus materiais- pele, veludo, seda, toucado de linho, pelagem do cão.

domingo, 18 de novembro de 2007

oBRAS-pRIMAS 5 - "O Espólio de Cristo"


O Espólio de Cristo é considerado por muitos autores a primeira "obra prima" de El Greco, ousada, em certa medida, por tratar de um tema raramente usado pelos artistas. El Greco representou Cristo ao centro, vestindo uma ampla túnica vermelha, um vermelho luminoso, que apreende o olhar do espectador e, destaca o personagem da multidão que o cerca. A cor da túnica também tem um grande valor simbólico, na medida em que reafirma o martírio de Cristo. Trata-se de uma composição rigorosamente centralizada numa figura, o modo como as personagens são cortadas no canto esquerdo e, o ligeiro escorço utilizado na figura de Cristo, que dá a sensação de estar inclinado para trás

A preferência de El Greco por figuras excepcionalmente altas e esbeltas e composições alongadas, serviam antes aos seus propósitos expressivos e a princípios estéticos, que o levaram a desconsiderar as leis da natureza e alongar suas composições em grandes extensões, particularmente quando eram destinadas aos retábulos de altar. A anatomia do corpo humano torna-se mais transcendente.

sábado, 17 de novembro de 2007

oBRAS-pRIMAS 4 - "vISTA dE tOLEDO"


El Greco (1541-1614), foi um pintor grego, que realizou toda a sua obra na Espanha. Também, notabilizou-se na escultura e arquitectura. O estilo dramático e expresivo de EL Greco foi considerado estranho pelos seus contemporâneos, mas é nos séculos XIX-XX, que é reconhecido como um grande mestre, sendo considerado um precursor do expressionismo, surrealismo e do cubismo. Segundo os estudiosos modernos, consideram-no como um artista individual não pertencente a nenhuma das escolas convencionais. Utiliza a deformação da figura humana ideal, muitas vezes com o propósito de realçar a expressividade, assim como o alongamento tortuoso das suas figuras e, também a utilização de pigmentação fantástica ou mesmo fantasmagórica.
  • O género de "Paisagem" é muito recente na história da pintura, desenvolveu-se a partir do século XVI, com a obra Vista de Toledo, El Greco foi considerado um dos precursores deste género, o primeiro da arte espanhola. Não se sabe o motivo que o levou a pintar esta vista, supõe-se que pode ter sido uma exaltação à cidade de Toledo, tão querida por El Greco, ou apenas uma maneira de seguir seus estudos de luz e cromatismo frio (presente nos clarões provocados por relâmpagos nocturnos) visto que esta mesma obra serviu como modelo para paisagens de fundo de obras posteriores. Partindo de uma perspectiva baixa, o olhar é conduzido ao longo da colina até ao centro da cidade, dominada pelo Alcazar e a catedral. A visão tempestuosa de Toledo que o artista nos dá, é de um poderoso impacto visual, cheia de mistério. Os relâmpagos emanam uma luz fria, cinzenta e fantasmagórica, que ilumina a cidade e destaca o conjunto de edifícios, principalmente a torre da Catedral de Toledo. El Greco confere um efeito dramático à cena com a utilização de variações das cores verdes, azuis e cinzas, com linhas perpendiculares e retorcidas que desenham a vegetação, o rio e as fileiras de edifícios.
A história guarda silêncio quanto à questão de saber se o artista pretendia passar uma determinada mensagem. A Vista de Toledo foi acolhida como uma revelação pelos pintores expressionistas e surrealistas.

domingo, 11 de novembro de 2007

oBRAS-pRIMAS 3 - " auto-rETRATO dE rEMBRANdT aOS 63 aNOS"

Na sequência de Rembrandt, não poderia deixar de publicar a minha obra preferida deste pintor. Como seria de esperar, este pintor foi tão arrojado, que pintou uma série muito grande de auto-retratos, como se alguém naquela época estaria interessado em comprar um retrato de uma outra pessoa que não estivesse relacionada com a mesma. Normalmente os burgueses encomendavam para ornamentar as paredes das suas casas, quadros que retratassem o dono da casa, a dona da casa, os filhos, os criados, as roupas, os objectos de uso, os móveis, os animais de estimação, até a comida - como se a imagem pudesse perpetuá-los e preservar para sempre os seus haveres.


Em relação a este auto-retrato, pintado no ano da sua morte é uma imagem de passividade, resignação e cepticismo. A exibição fanfarrona de adereços e simulação artística deram lugar a um modo de vestir mais humilde e caseiro. O trabalho do pincel parece deliberadamente tosco e pesado, criando um efeito de relevo; a imagem envelhecida de Rembrandt parece desintegrar-se na nossa vista. A cor propriamente dita tem um efeito estabilizador. Podemos ver então, um
homem que, aos 63 anos, carrega todas as mortes dos que lhe foram queridos. Um contraste - tão grande quanto o foi a genialidade do artista - com o Rembrandt que retratou na juventude, nos tempos em que posava para si próprio como se fosse um herói.

oBRAS-pRIMAS 2 - " a rONDA dA nOITE"




Rembrandt conheceu fama e prosperidade, 0 que lhe permitiu ter uma vida faustosa durante um bom período de tempo, mas, como não tinha jeito para os negócios, entrou na bancarrota, e acabou mesmo, por morrer na penúria. Ele, também não tinha jeito para fazer exactamente o que lhe pediam. Rebelde como era, acontecia-lhe com frequência pintar quadros que desagradavam aos clientes, como aconteceu, por exemplo, com "A Ronda da Noite", de 1642, considerada a sua obra-prima.


A "A Ronda da Noite", é provavelmente a mais famosa e mais controversa pintura de Rembrandt. Recebeu o título erróneo, de " A Ronda da Noite" no século XIX. Este título referia-se à luz atenuada, resultante do estado de conservação e sujidade em que se encontrava, só mais tarde quando foi limpa é que se descobriu a existência do resto da composição e do grupo . O título original seria "Companhia do Capitão Banning Cocq e do Tenente van Ruytenburgh".
Existe uma ideia de separação do grupo, de modo que as personagens individuais e os participantes se mantenham absorvidos nas suas próprias acções, estando cada um sozinho. O capitão pode ser visto em primeiro plano vestido de preto, e o tenente vestido de amarelo. Na realidade, a pintura inclui um reportório de poses e retratos de figuras pintadas em outras obras, por exemplo: o cavaleiro com capacete e lança é "Alexandre, O Grande" ; podemos ver também uma outra figura de outra obra " O Homem com Capacete Dourado",.
Em resumo, esta obra foi recusada pelo Capitão Cocq, porque, em primeiro lugar, "encomendara o seu retrato e não o retrato da Companhia"; em segundo lugar, porque aquela não era uma cena de mudança de guarda e sim "o cenário de uma ópera-bufa"; e, em terceiro lugar, porque o preço era "muito alto".

domingo, 4 de novembro de 2007

cHARLOTTE cORDAY - Versão Heróica


Paul Baudry

Não é considerada uma Obra-Prima, mas devido à intervenção da Morcela, face ao post "Obras-Primas 1"não poderia deixar de publicar a versão heróica de Charlotte Corday com o assassinato de Marat.

sábado, 3 de novembro de 2007

oBRAS-pRIMAS 1 - a mORTE dE mARAT

Jacques-Louis David
David pintou como um memorial propagandístico: a caixa de madeira com a inscrição de madeira torna-se uma lápide tumular e a banheira num caixão. Marat era um camarada jacobino de David, pertenciam à ala mais radical da revolução francesa. Durante o banho anotava os seus últimos pensamentos para o bem do povo. David retratou ainda com o bilhete enganador do seu assassino a pedir uma audiência; no chão pode-se observar a arma do crime; na caixa de madeira encontra-se uma carta de um filantropo anónimo.
Marat sofria de uma doença de pele cujos ardores somente se aliviavam com prolongados banhos de imersão, razão pela qual não recebia visitas com muita frequência. Charlotte Corday uma militante do partido moderado, consegue ser recebida por Marat, com o pretexto de ser uma informante, obteve assim, a oportunidade de assassiná-lo.