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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Uma 3ª via. A aguardar ansiosamente....


A próxima encíclica do Papa Bento XVI será dedicada ao tema da vanguarda, a Economia do trabalho (para mais CLICA AQUI:
"In effetti, la crisi finanziaria ed economica che ha colpito i Paesi industrializzati, quelli emergenti e quelli in via di sviluppo, mostra in modo evidente come siano da ripensare certi paradigmi economico-finanziari che sono stati dominanti negli ultimi anni. Bene ha fatto, quindi, la vostra Fondazione ad affrontare, nel Convegno internazionale svoltosi ieri, il tema della ricerca e della individuazione di quali siano i valori e le regole a cui il mondo economico dovrebbe attenersi per porre in essere un nuovo modello di sviluppo più attento alle esigenze della solidarietà e più rispettoso della dignità umana."
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«O Papa considera que "A crise" é o ponto de partida para re-analisar "certos paradigmas económico-financeiros que tem sido dominantes nos últimos anos" e que não levam em conta as exigências da solidariedade e do respeito pela dignidade humana. (Fiat Lux

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Onde é que eu já vi isto?

O historiador René Rémond escreve sobre as consequências da I Guerra Mundial: "O sucesso material desta categoria industriais de guerra, de comerciantes que especularam e traficaram, volta a pôr em causa as crenças tradicionais na superioridade do trabalho e na virtude da poupança, abala a estabilidade de valores que constituíam o decálogo da moral liberal e burguesa do século XIX"
in, Introdução à História do Nosso Tempo pág. 302

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Conservadora, mas Liberal na Economia!


(Imagem retirada aqui)
Para satisfazer alguns que acham que ando muito pia nos últimos textos, aqui vai uma noticia que preocupa a minha versão liberal, a da na economia.
Quando leio no Publico que a ultima segunda-feira (ontem) foi a segunda-feira mais negra para o mercado desde 1987, ou seja desde quase do ano que nasci, fico preoucupada, mas não declaro o fim ao nosso sistema, nem ao capitalismo. Para entenderem melhor que quero dizer deixo abaixo um texto do economista César das Neves:
Neste momento de crise profunda, em que o sistema económico-financeiro parece derrocar em todo o lado, ouvem-se os comentadores de esquerda repetir, abanando a cabeça, que sempre tinham avisado disto. Não faltam até previsões de estertor final do capitalismo e prenúncios de um mundo novo.
Estas opiniões têm toda a razão, pois aqui se situa o principal defeito do sistema em que vivemos, que um dia o pode destruir. A economia de mercado vive permanentemente à beira do abismo e, por vezes, como em 1929, cai mesmo lá dentro. O nosso sistema baseia-se na liberdade de iniciativa. E a liberdade tem destes percalços. Podem culpar-se muitas leis, decisões, organismos, até erros e crimes, mas tudo isto só acontece devido à liberdade incontrolada.
Mas tais opiniões equivalem também a um homem que vai de carroça, vê um avião cair e afirma: «Eu bem disse que isto acabava mal!» O cocheiro tem toda a razão, mas não é por isso que as pessoas vão deixar de voar e voltar às seguras diligências.
As críticas são válidas. Mas os que as fazem não notam que o computador em que as escrevem e o blogue, jornal ou televisão em que as expressam existem apenas graças ao sistema que tanto abominam. Até a aspirina que tomam para tratar as dores de cabeça que o capitalismo lhes causa foi produzida graças aos produtos financeiros que lhes dão dores de cabeça.
Crises tão terríveis são, afinal, os custos daquele sistema que nos traz a prosperidade. Aquela mesma prosperidade que usamos para criticar o sistema. A insegurança, incerteza e até o tumulto são custos da liberdade.