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domingo, 5 de dezembro de 2010

Espreitar pela fechadura é feio

O caso Wikileaks em primeiro lugar foi uma vergonha para a diplomacia e os serviços secretos americanos. Como é que o país mais poderoso deixou-se invadir desta forma?
Em segundo lugar, considerar isto um serviço ao bem da humanidade é que é uma verdadeira estupidez, uma estupidez que tem de ser punida. Para a existência de um Estado é necessário haver o ius tratum, ius bellum. Desde sempre os Estados tiveram diplomacia, assumindo de certo uma evolução histórica. Ou seja, desde sempre que os Estados tiveram um serviço secreto. Quando estamos em casa a nossa forma de falar torna-se menos formal e mais enquadrada nos nossos interesse, assim são os Estados, num formato mais agressivo. Eu não quero ter ninguém na minha janela a ouvir o que tenho para contar à hora de jantar, e você? Mas se for a conversa do presidente Norte Americano, temos este direito?
Entrar nos ficheiros secretos de um pais e denunciar os comentários diplomáticas não é um acto alturista é um crime.
Agora pergunto porque que estes salvadores da humanidade não o fizeram com o Irão ou com a Coreia do Norte? De certeza que seria documentos mais excitantes e "bombásticos", porque comparar o Putin com o Batman ou falar da forma de estar de Berlusconi não é novidade.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A eleição e a crise


Se nestas eleições americanas a vitória foi indiscutivelmente do Obama. A derrota já não terá sido de John McCain, mas sim de George W. Bush.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Eleições Americanas

Estas são das eleições americanas mais excitantes de sempre, não só pela diversidade das campanhas, como pela esperança de resolução dos problemas, tanto na economia como nas relações internacionais. Mas apesar de ser a escolha do homem mais poderoso do mundo, existe muito boa gente, que até têm espaço na praça publica, a reduzir este acontecimento entre a escolha do negro e do velho. Já não posso ler/ouvir/ver os mesmos argumentos, sejam pragmáticos.

sábado, 18 de outubro de 2008

Deixem de implicar com o homem


A capa desta semana, da famosa revista Norte Americana National Review, está extraordinariamente bem enquadrada na actual crise económica.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Conservadora, mas Liberal na Economia!


(Imagem retirada aqui)
Para satisfazer alguns que acham que ando muito pia nos últimos textos, aqui vai uma noticia que preocupa a minha versão liberal, a da na economia.
Quando leio no Publico que a ultima segunda-feira (ontem) foi a segunda-feira mais negra para o mercado desde 1987, ou seja desde quase do ano que nasci, fico preoucupada, mas não declaro o fim ao nosso sistema, nem ao capitalismo. Para entenderem melhor que quero dizer deixo abaixo um texto do economista César das Neves:
Neste momento de crise profunda, em que o sistema económico-financeiro parece derrocar em todo o lado, ouvem-se os comentadores de esquerda repetir, abanando a cabeça, que sempre tinham avisado disto. Não faltam até previsões de estertor final do capitalismo e prenúncios de um mundo novo.
Estas opiniões têm toda a razão, pois aqui se situa o principal defeito do sistema em que vivemos, que um dia o pode destruir. A economia de mercado vive permanentemente à beira do abismo e, por vezes, como em 1929, cai mesmo lá dentro. O nosso sistema baseia-se na liberdade de iniciativa. E a liberdade tem destes percalços. Podem culpar-se muitas leis, decisões, organismos, até erros e crimes, mas tudo isto só acontece devido à liberdade incontrolada.
Mas tais opiniões equivalem também a um homem que vai de carroça, vê um avião cair e afirma: «Eu bem disse que isto acabava mal!» O cocheiro tem toda a razão, mas não é por isso que as pessoas vão deixar de voar e voltar às seguras diligências.
As críticas são válidas. Mas os que as fazem não notam que o computador em que as escrevem e o blogue, jornal ou televisão em que as expressam existem apenas graças ao sistema que tanto abominam. Até a aspirina que tomam para tratar as dores de cabeça que o capitalismo lhes causa foi produzida graças aos produtos financeiros que lhes dão dores de cabeça.
Crises tão terríveis são, afinal, os custos daquele sistema que nos traz a prosperidade. Aquela mesma prosperidade que usamos para criticar o sistema. A insegurança, incerteza e até o tumulto são custos da liberdade.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

WE DONT FORGET: 9/11


Esta é uma data que mudou o mundo, que marcou o inicio de uma nova era no século XXI, uma data que não esquecemos.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Visita do Papa aos EUA - Aura Miguel




Ontem tive a oportunidade de ouvir falar sobre a viagem do Papa aos EUA, mas pela jornalista portuguesa que para alem ser uma vaticanista acompanhou Sua Santidade. O ambiente era privado o que proporcionou uma conversa mais casual. Parece incrível ainda não ter escrito nada no blog sobre este momento, mas vejo aqui a oportunidade.
A viagem do Papa aos EUA foi fabulosa e produtiva, não se podia esperar mais de Bento XVI. Na America do norte, a Igreja é pequena e sofre alguns problemas. Ao ter enfrentado a questão do grave problema de pedofilia, como um forcado enfrenta um toiro, ou mais corajosamente, reaproximou-se com os fies.
Sem ter chegado ao solo americano os jornalistas já atacavam o Papa, com a 1ª pergunta feita no avião, sobre estes terríveis casos, ainda por cima a pedido que falasse em inglês (a língua pode sempre a atraiçoar), a resposta do Papa foi magnifica e pragmática, o que desfez todos os jornalistas com necessidades de mediatismo:

P. - Santo Padre, faço a pergunta em inglês, se me é permitido, e talvez, se for possível, se pudéssemos ouvir uma frase, uma palavra em inglês, ficaríamos muito gratos. A pergunta: a Igreja que encontrará nos Estados Unidos é uma Igreja grande, uma Igreja vivaz, mas também uma Igreja que sofre, num certo sentido, sobretudo por causa da recente crise devida aos abusos sexuais. O povo americano espera uma sua palavra, uma sua mensagem sobre a crise. Qual será a sua mensagem para esta Igreja que sofre?

R. – É um grande sofrimento para a Igreja nos Estados Unidos e para a Igreja em geral, e para mim pessoalmente, o facto de que tudo isto tenha acontecido. Quando leio os relatórios destes acontecimentos, tenho dificuldade de compreender como foi possível que alguns sacerdotes tenham podido falhar deste modo na missão de levar alívio, de levar o amor de Deus a estas crianças. Sinto-me mortificado e faremos o possível para garantir que isto não se repita no futuro. Penso que deveríamos agir a três níveis: o primeiro é o da justiça e o político. Neste momento não desejo falar da homossexualidade: este é outro problema. Excluiremos rigorosamente os pedófilos do ministério sagrado: é absolutamente incompatível e quem é realmente culpado de ser pedófilo não pode ser sacerdote. Eis, a este primeiro nível podemos fazer justiça e ajudar as vítimas, que estão profundamente provadas. E estes são os dois aspectos da justiça: um é que os pedófilos não podem ser sacerdotes e o outro é ajudar as vítimas de todas as formas possíveis. Depois, há o nível pastoral. As vítimas terão necessidade de se curar, de ajuda, assistência e reconciliação. Este é um grande compromisso pastoral e sei que os Bispos e os sacerdotes e todos os católicos nos Estados Unidos farão o possível para ajudar, assistir, curar. Fizemos inspecções nos seminários e faremos o que é possível para que os seminaristas recebam uma profunda formação espiritual, humana e intelectual. Só pessoas sadias poderão ser admitidas ao sacerdócio e só pessoas com uma profunda vida pessoal em Cristo e que tenham também uma profunda vida sacramental. Sei que os Bispos e os reitores dos seminários farão o possível para exercer um discernimento muito, muito severo, pois é mais importante ter bons sacerdotes do que ter muitos. Este é o nosso terceiro ponto, e contamos poder fazer, ter feito e fazer no futuro tudo o que estiver ao nosso alcance para sarar estas feridas.

Os jornalistas bem quiseram buscar constantemente a triste história, mas quando se deu por isso era o Papa que constantemente falava e pedia um reaproximar, chagando mesmo a encontrar-se com as vitimas.
Os discursos papais foram magníficos, falou-se na necessidade de uma sã laicidade, um conceito de laicidade positiva e o valor publico da religião, o Papa chegou mesmo a citar Tocqueville. Disse que era essencial para a base de uma sociedade a moral (talvez um pouco ao estilo do liberalismo à inglesa).
Esta viagem foi proporcionada pelo convite de Ban Ki-Moon, pelos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (D.H.). No seu discurso na ONU, o Papa falou na união pelo discurso inter-religioso, quanto mais a pessoa se converte mais consegue chegar a paz e é se muito mais livre e é se muito mais eficaz, a necessidade de salvaguardar os D.H. que são inegociável e superiores aos legisladores. Que a secularização jacobina do Estado e o Estado ser confessionário de uma religião não deixa de ter o mesmo autoritarismo (brilhante comparação), defendendo que a Igreja contribui para a construção da vida Humana (a dignidade humana que está transcrita nos D.H. não deixa de o ser na sua essência de origem cristã)
O Encontro na Sinagoga em NY foi transcrever o seu discurso da ONU, NY é uma das maiores comunidades judaicas, não deixa de ser interessante o dualismo de um Papa Alemão (que esteve preso durante a 2ºGM) e um Judeu que esteve em Auschwitz. Foi um momento de amizade e de inter-religiosidade.
Por fim outro momento arrepiante, foi a visita ao ground zero na hora exacta dos ataques, foi profundamente arrepiante, o Bento XVI professa somente uma oração que não deixa de ser poderosa.
Esta viagem foi importante para a Igreja como para o mundo, todos os momentos foram essenciais, assim como um jornalista da tv americana, conhecido pela sua inimizade com a Igreja, convidado para comentar o discurso do Papa, ter dito "isto não é o que eu estava a espera, o que o Papa está a falar só pode ser ouvido e não comentado".
Aqui fica não para ouvir mas para ler:








sexta-feira, 18 de abril de 2008

A Democracia


Ontem, tinha combinado com um grupo de amigos sair para uma festa, mas com aquele tempo em Lisboa, o disparate de chuva, que normalmente os continentais adjectivam tipicamente os Açores, fiquei em casa. Talvez, ao estilo do efeito borboleta e da teoria do caos, tenha perdido a oportunidade para conhecer o homem da minha vida (rico e inteligente), mas a minha falta de anti-corpos falou mais alto. Como não podia abrir a TV (senão ainda podia ver o Menezes) fui para o meu quarto ler. Por acaso, ou não, saquei o meu livro "Da Democracia na América" e apaixonei-me, ora nem mais, pelo Tocqueville, pela Democracia e pela América.
Esta obra é sem dúvida essencial para quem quer conhecer a democracia, e assim compreende a sua génese e a sua necessidade inevitável. Tocqueville demonstra um mundo a qual o ocidente devia orgulhar-se. Deu-me vontade de descobrir a América, um pouco ao estilo deste autor, mas tenho medo de uma desilusão, talvez o mais provável é deixar-me encantar.
"Gostaria de lhe chamar 'disposição toquevilliana'. Raymond Aron descrevia-a como uma atitude de moderação e equilíbrio, e de fundamental compromisso com a liberdade e com a sociedade civil." João Carlos Espada

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O que ando a ler....

"(...) a Ditadura portuguesa seria convidada para membro da NATO, um clube unido formalmente apenas por regimes democráticos que entorceu os princípios, devido sobretudo à importância geoestratégica dos Açores (...) a condição de membro da Nato (...) seria no entanto escudo protector (...) perante os seus aliados internacionais" António Costa Pinto pp. 16, 17

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Diz-me o que comes e direi quem és

Já que a minha critica ou fã (isto é tipo uma relação paixão-ódio) acha que falo muito em comida, aqui fica uma novidade, uma mudança nos hábitos alimentares nos EUA. A partir de ontem deixa de ser proibida a venda de carne ou derivados de animais clonados para a alimentação! Este é um principio para acabar com a escassez de alimentos. Para mim a clonagem é algo eticamente repugnante e não me apetecia nada comer a ovelha Dolly. Mesmo admirando este país consigo ver os seus desvios sociais.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Já se festaja o Natal na White House


Numa divertida conversa com um especialista em campanhas eleitorais fiquei a conhecer um enorme fosso no ocidente, entre a Europa e os USA, um grande exemplo é o filme de Natal da família Bush, em que como é comum todos os anos o protagonista é o cãozinho Barney. O presidente aparece a falar com o cão, também quem marcou presença foi o Tony Blair, algo que me soou muito mal , lembrei-me logo daquela musica de George Michael "Shoot the dog".
Para nós isto é ridículo e até parece um filme a gozar, mas nos states funciona, e bem, ainda me lembro do fracasso do filme do Manel Maria Carrilho e do Dinis e da Barbara.
Aqui fica o Filme: VER
Já agora dêem um saltinho ao Link da Casa Branca: Holiday in the National Parks

Too latte.... Mr Dick



"Here's what we know. We know that they're still trying to learn how to enrich uranium. We know that enriching uranium is an important step in a country who wants to develop a weapon. We know they had a program. We know the program is halted."
More in: "press conference by the president[Bush]"

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Uma questão de confiança?


O visto para que uma pessoa entre nos USA têm uma pergunta peculiar: "Já Alguma vez cometeu um genocídio?" Prontes posso ir aos States!!!!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

domingo, 11 de novembro de 2007

To suffer from the effects of Sarko??? II


Discours du Président de la République française devant le Congrès des Etats-Unis d'Amérique: VER CLICA
Beautiful!!!!!

COMENTÁRIO: USA + França= "THAT'S WHY WE LOVE AMERICA" N. Sarkozy

Este foi comentário que a minha colega e amiga (especialista na estratégia RI Norte -Americana) deixou no meu texto : USA + França= "THAT'S WHY WE LOVE AMERICA" N. Sarkozy

"Quem diria há cinco anos que um presidente francês fosse tão apaixonado pelos Estados Unidos!As relações França-Estados Unidos têm sido uma inconstante desde o final da II Guerra Mundial. Mais recentemente, assistimos a uma ruptura nas relações transatlânticas causadas pela oposição do eixo Paris-Berlim à intervenção no Iraque. Podemos agora ter esperança no renascimento da relação transatlântica, quem sabe desta vez, ainda mais forte! Sarkozy poderá ser a peça do puzzle que faltava para reconstruir esta aliança, embora actualmente afectada, tão importante e benéfica não só para nós europeus, mas também para toda a comunidade internacional e para a paz mundial. A América e a Europa podem contribuir para um mundo melhor se trabalharem em conjunto. Em vez de os políticos europeus se oporem aos Estados Unidos como fazem aqueles que pretendem desestabilizar a ordem mundial, talvez seja altura de reestabelecer a cooperação e a ajuda mútua na resolução dos problemas mundiais. A guerra no Iraque pode ter sido um erro mas na altura ninguém tinha certezas de nada. Qualquer Estado atacado por esquizofrénicos fundamentalistas não consegue ficar indiferente às potenciais ameaças nacionais. Todos comentemos erros. Neste caso foram erros estratégicos pós-conflituais. O maior erro cometido pelos estados unidos foi o de não se ter preocupado logo de início com o futuro do Iraque, isto é, com a sua reconstrução e estabilização, dando apenas importancia à intervenção militar em si. Ainda nos lembramos das imagens de alegria da população iraquiana ao ser libertada pelas tropas da coligação. Talvez melhores decisões tivessem sido tomadas se a América não tivesse sido abandonada pelo eixo franco-alemão nas vésperas da guerra. Talvez se, ao invés, tivesse havido cooperação e consenso, as coisas neste momento estivessem bem melhores. Não nos podemos também esquecer da ajuda prestada pelos EUA à Europa durante a II Guerra Mundial, sem a qual teria sido impossivel a vitória sobre os Nazis. Onde está o sentido de gratidão? Os Europeus não se podem esquecer de como é que se conseguiram levantar das cinzas no pós-guerra. Há quem se esqueça que os EUA nunca nos abandonaram e que, sem eles a Europa não seria o que é hoje. A Europa já abandonou os Estados Unidos, já para não falar da França. Mas não é só por gratidão que não devemos abandonar os Estados Unidos. Trata-se de uma aliança que só traz benefícios para nós e para a paz mundial. Talvez devessemos tentar fazer parte do excepcionalismo que caracteriza a nação americana. Talvez conseguissemos criar um mundo melhor através do combate mais eficaz às ameaças actuais e aos Estados desestabilizadores. Podemos confiar em Sarkozy para tal. Sarkozy como elo forte de ligação entre a Europa e os Estados Unidos, ao lado da senhora Merkel. God bless Sarkozy na sua rélation passionée!!" by M. Liberal

Apesar de não concordar com tudo, para mim a Invasão do Iraque não era nem nunca foi a solução, mas eu tambem suffer from the effects of Sarko, merci!!!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Bush e Lama


Seja qual foi os interesse o Presidente dos EUA recebeu o líder espiritual Dalai Lama, sendo único ate então, mas para muitos é melhor que isto não se saiba porque é o Bush, bem o Bush é o Bush Do you know what I mean?