Mostrar mensagens com a etiqueta JCN. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta JCN. Mostrar todas as mensagens

sábado, 3 de abril de 2010

Ecce Homo



Artigo do Professor e Economista João César das Neves.
Destak 31 de Março
_______
Celebramos de novo a Páscoa. É importante pensar porque razão, ao fim de 2000 anos, ainda existe tal multidão, um terço da população mundial, que celebra solenemente este acontecimento tão sangrento e grotesco: a morte infamante de um condenado à pena mais miserável, a crucificação.
Será pelas palavras sábias de Jesus, os seus ensinamentos sublimes, que geraram tantos discípulos? Será Cristo um mestre, um filósofo do amor? Não, não foi por isso. Outros pensadores, de Platão a Kant, também apresentaram doutrinas elaboradas.
Será pelo mito que se criou à volta do carpinteiro de Nazaré, gerando um culto e uma igreja? Será Cristo um carismático, um líder religioso?
Também não tem nada ver com isso. Outras figuras, de Alexandre Magno a Karl Marx, tiveram discípulos mais empenhados.
Será por essa execução ser símbolo da opressão que permanece no mundo?
Será Jesus um representante das vítimas da violência? Não, não é nada disso. Outros mártires, de Sócrates a Spartacus, também serviram de exemplo.
A razão da Páscoa é a imensa multidão que há 2000 anos vive quotidianamente com Cristo vivo e ressuscitado. Pela oração, meditação e contemplação, pelo seguimento concreto das Suas palavras, tantos ao longo dos séculos estiveram realmente todos os dias na presença de Cristo.
E aí encontraram uma felicidade sem par e sem medida. Não por deixarem de ter problemas, mas por partilharem com Ele e viverem n’Ele esses problemas. Por poderem dizer, cada vez que enfrentam nova dificuldade:
«Primeira estação: Jesus é condenado à morte».

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Grande lição....

"Vivemos num tempo que, tendo muito cuidado com o que mete no estômago e pulmões, não dá atenção ao que mete no cérebro." João César das Neves

sábado, 25 de outubro de 2008

Cuidados Paliativos


"Notícia recente: «Só três em cada dez portugueses sabem o que são cuidados paliativos» O que significa isto? Que o jornalista é parvo!"
João César das Neves,
Vale a pena ler o artigo completo: Cuidados (clica)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Conservadora, mas Liberal na Economia!


(Imagem retirada aqui)
Para satisfazer alguns que acham que ando muito pia nos últimos textos, aqui vai uma noticia que preocupa a minha versão liberal, a da na economia.
Quando leio no Publico que a ultima segunda-feira (ontem) foi a segunda-feira mais negra para o mercado desde 1987, ou seja desde quase do ano que nasci, fico preoucupada, mas não declaro o fim ao nosso sistema, nem ao capitalismo. Para entenderem melhor que quero dizer deixo abaixo um texto do economista César das Neves:
Neste momento de crise profunda, em que o sistema económico-financeiro parece derrocar em todo o lado, ouvem-se os comentadores de esquerda repetir, abanando a cabeça, que sempre tinham avisado disto. Não faltam até previsões de estertor final do capitalismo e prenúncios de um mundo novo.
Estas opiniões têm toda a razão, pois aqui se situa o principal defeito do sistema em que vivemos, que um dia o pode destruir. A economia de mercado vive permanentemente à beira do abismo e, por vezes, como em 1929, cai mesmo lá dentro. O nosso sistema baseia-se na liberdade de iniciativa. E a liberdade tem destes percalços. Podem culpar-se muitas leis, decisões, organismos, até erros e crimes, mas tudo isto só acontece devido à liberdade incontrolada.
Mas tais opiniões equivalem também a um homem que vai de carroça, vê um avião cair e afirma: «Eu bem disse que isto acabava mal!» O cocheiro tem toda a razão, mas não é por isso que as pessoas vão deixar de voar e voltar às seguras diligências.
As críticas são válidas. Mas os que as fazem não notam que o computador em que as escrevem e o blogue, jornal ou televisão em que as expressam existem apenas graças ao sistema que tanto abominam. Até a aspirina que tomam para tratar as dores de cabeça que o capitalismo lhes causa foi produzida graças aos produtos financeiros que lhes dão dores de cabeça.
Crises tão terríveis são, afinal, os custos daquele sistema que nos traz a prosperidade. Aquela mesma prosperidade que usamos para criticar o sistema. A insegurança, incerteza e até o tumulto são custos da liberdade.