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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Tão verdade

"O ideal cristão não foi considerado deficiente depois de testado. Foi considerado difícil e deixado de lado."

G. K. Chesterton (in, o Povo)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A malta que festeja o Natal e ao mesmo tempo quer tirar Deus da sociedade:

É que VALE MESMO A PENA LER:

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A necessidade de Deus (e de Cristo)

Por Henrique Raposo

O ar do tempo acha que é completamente independente do cristianismo. O ar do tempo está errado. Mesmo que não acredite no mistério pascal (como eu o percebo), mesmo que não seja um cristão de fé, o cidadão ali da rua é um cristão cultural, educado numa cultura de direitos que só cresceu na civilização judaico-cristã. Tal como defende Nicholas Wolterstorff, os tais "direitos inalienáveis" (a base ética e constitucional das nossas vidinhas) têm uma raiz bíblica . Por outras palavras, o Direito Natural precisa de uma base religiosa, precisa de uma comunicação com a transcendência divina. Porquê? A resposta não é simples, mas aqui vai: sem uma noção de transcendência, sem algo que nos liberte da prisão do aqui-e-agora, o poder político fica com as portas abertas para limitar os direitos inalienáveis dos indivíduos. Não por acaso, os regimes totalitários do século XX anularam por completo qualquer noção de transcendência, destruíram qualquer noção ética com origem em algo exterior à lei positiva determinada pelo chefão. O fascismo e o comunismo foram tiranias da imanência.

Muitos autores contemporâneos, como Alain Dershowitz, defendem um conceito de Direito Natural secular, sem qualquer apelo a Deus. Mas isso é o mesmo que ser do Benfica e gostar do Pinto da Costa ao mesmo tempo . Um Direito Natural completamente secularizado é uma contradição em termos, porque não tem uma gota de transcendência. Quando dizemos que cada indivíduo tem direitos inalienáveis que nenhum poder terreno pode pôr em causa, quando dizemos que cada pessoa tem direitos inalienáveis que nenhum direito positivo pode rasgar, estamos - na verdade - a dar um salto de fé em direcção a uma concepção de amor ao próximo, um concepção de amor que transcende a imanência da lei, da cultura e do nosso próprio corpo (i.e., Deus).

Portanto, convém perceber que a ideia de direitos inalienáveis não foi inventada de raiz pelo pensamento iluminista do século XVIII ou pelo optimismo científico e individualista do século XIX. Esta ideia já fazia parte do património bíblico. Neste sentido, a tese de Wolterstorff não é descabida: sem esta raiz cristã, a nossa cultura de direitos não teria sido desenvolvida. Os críticos desta tese poderão invocar Kant para a defesa de um Direito Natural absolutamente secular, mas ficarão sempre expostos a um ataque óbvio: Kant cresceu numa cultura cristã e não noutra qualquer; Kant não apareceu no paganismo indiano ou chinês. Não por acaso, Nietzsche dizia que Kant era um cristão manhoso, um cristão que inventou uma teoria secular de direitos apenas para fugir da questão de Deus e da fé.

Moral da história? Durante muito tempo, pensei que Kant chegava para as despesas do Direito Natural. Mas não chega.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Uma 3ª via. A aguardar ansiosamente....


A próxima encíclica do Papa Bento XVI será dedicada ao tema da vanguarda, a Economia do trabalho (para mais CLICA AQUI:
"In effetti, la crisi finanziaria ed economica che ha colpito i Paesi industrializzati, quelli emergenti e quelli in via di sviluppo, mostra in modo evidente come siano da ripensare certi paradigmi economico-finanziari che sono stati dominanti negli ultimi anni. Bene ha fatto, quindi, la vostra Fondazione ad affrontare, nel Convegno internazionale svoltosi ieri, il tema della ricerca e della individuazione di quali siano i valori e le regole a cui il mondo economico dovrebbe attenersi per porre in essere un nuovo modello di sviluppo più attento alle esigenze della solidarietà e più rispettoso della dignità umana."
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«O Papa considera que "A crise" é o ponto de partida para re-analisar "certos paradigmas económico-financeiros que tem sido dominantes nos últimos anos" e que não levam em conta as exigências da solidariedade e do respeito pela dignidade humana. (Fiat Lux)»

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

No dia de hoje podemos ser todos reis.....

Até eu sou monarquica, fiquem descansados depois da meia noite passa-me.
Hieronymus Bosch
Adoração dos Magos (detalhe)
c. 1510
Óleo sobre madeira
Museo del Prado, Madrid
(imagem tirada aqui)

sábado, 22 de novembro de 2008

HOJE E SEMPRE: Est Rex

Os braços estão sempre abertos. Como quem está sempre pronto a acolher, aconteça o que acontecer.

«Que há de mais humilde no Rei dos seres que o entrar em comunhão com a nossa pobre natureza? O Rei de Reis e Senhor de Senhores reveste-Se da forma da nossa escravidão; o Juiz do universo fez-Se tributário de príncipes terrenos; o Senhor da criação nasce numa nova cova; quem abarca o mundo inteiro não encontra lugar na hospedaria (…); o puro e incorrupto reveste-se da sujidade da natureza e passando através de todas as necessidades, chega até à experiência da morte»
São Gregório de Nissa, in Oratio I de beatitudinibus (tirado de aqui: Spe de Deus )

domingo, 2 de novembro de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Eu sei quem ele está a confiar....


"[na Europa] Ouso falar de ferida antropológica, de um obscurecimento da consciência e da poluição da mente. Confio, porém, que se sairá desta letargia, deste nevoeiro e alegro-me por encontrar tantas pessoas, tantos jovens que buscam autenticidade, coerência de vida, que procuram a verdade e querem viver na verdade. "
Cardeal Dom Audrys Backis, Arcebispo de Vilnius,
Missa em Fátima do 13 de Outubro de 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Fazemos por isso


Lisboa, Igreja da Graça Maio 2008
"A quem quer regenerar um sociedade qualquer em decadência, se prescrever com razão que a reconduza às suas origens" (Ideia de Maquiavel, transcrita em «Rerum Novarum»). Ainda por cima, sendo o Humanismo Cristão o mais belo sentimento social. Espero que tenha sido um bom dia de Portugal, sem nacionalismos mas com patriotismos.