José Saramago morreu, será que a Espanha também vai fazer os dois dias de luto? Pelo o que eu ouvi dizer Portugal só era o país em que ele, por acaso, nasceu...
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sexta-feira, 18 de junho de 2010
José Saramago
José Saramago morreu, será que a Espanha também vai fazer os dois dias de luto? Pelo o que eu ouvi dizer Portugal só era o país em que ele, por acaso, nasceu...segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Caim Bolchevique
Texto de autoria, claro, Gonçalo Portocarrero de Almada__________________
Muito se tem escrito e dito sobre o mais recente opúsculo do Nobel português mas, na realidade, não se percebe a razão, porque nesta sua última ficção literária, o escritor iberista não apresenta nada de novo. Pelo contrário, é mais do mesmo. Com efeito, não é de estranhar que o autor do falso «Evangelho segundo Jesus Cristo» manifeste, mais uma vez, o seu desdém pela Bíblia, palavra de um Deus em que não crê, e que, por isso, de novo arremeta contra as religiões em geral e a católica em particular, sua inimiga de longa data e muita estimação.
É verdade que alguns cristãos ficaram incomodados pela recorrente deturpação dos textos sagrados e pela falta de respeito pela liberdade religiosa que uma tal atitude evidencia. Mas reconheça-se, em abono da verdade, que o criador desta mistificação, com laivos auto-biográficos, não podia ter sido mais sincero nem coerente com a teoria política que tão devotamente segue. Com efeito, que outra personagem, que não Caim, poderia personificar melhor a ideologia em que se revê o galardoado autor?! Não é o irmão de Abel a melhor expressão bíblica do que foi, e é, o comunismo para a humanidade?
O ilustre premiado com o ignóbil prémio Nobel acredita que Caim nunca existiu, o que é, convenhamos, um acto de muita fé para quem se confessa ateu, até porque não tem qualquer evidência científica dessa suposta inexistência em que tão dogmaticamente crê. Mas decerto não ignora a realidade histórica de muitos outros Cains – Lenine, Estaline, Mao, Pol Pot e outros diabretes de menor monta – todos eles sobejamente conhecidos pelas atrocidades a que associaram os seus nomes e a sua comum ideologia.
À conta do Caim bíblico, agora reabilitado, por obra e graça deste seu oficioso defensor, pretende redimir os não poucos Cains que lhe são doutrinal e eticamente afins, mas a verdade é que o pretenso carácter mítico daquele não faz lendários os crimes destes seus comparsas mais modernos, até porque esta sanha fratricida ainda hoje impera, impunemente, na China, no Tibete, no Vietname, na Coreia do Norte, em Cuba, etc.
Mas não é só Caim que é um mito para o ortodoxo militante comunista, pois Deus também não existe (em todo o caso seria sempre um segundo Deus, porque o primeiro é, como é óbvio, o próprio escritor), e a Igreja Católica mais não é do que uma aberração. Mas, se assim é de facto, porque se incomoda tanto com a inexistente divindade e a pretensamente caduca instituição eclesial?! Será que, apesar de não acreditar em bruxas, no entanto nelas crê e teme?! Ou, melhor ainda, será que se está finalmente a converter, senão num cristão convicto, pelo menos num ateu não praticante?! Deus, que crê também nos que n'Ele não crêem, o queira…
Sem a Bíblia seriamos diferentes? Sem dúvida. Melhores? Duvido, porque todas as grandes tiranias do século XX – o fascismo, o nazismo e o comunismo – foram e são visceralmente ateias e, pelo contrário, todas as grandes gestas de justiça social são cristãs, como católica é também a maior rede mundial de assistência aos mais necessitados. Mas uma coisa é certa: sem o marxismo seriamos hoje muitos mais, concretamente mais cem milhões de mulheres e homens, tantos quantas foram as vítimas do comunismo em todo o mundo (cf. Stéphane Courtois, Le livre noir du communisme, Robert Laffont, 1998, pág. 14).
Gonçalo Portocarrero de Almada
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Marketing do Mago

Começo a reparar que o Saramago é como a Coca-cola, é que no que toca a spots publicitários estão ao mesmo nível.
Não podemos esquecer que é mesmo de Marketing que o Rodrigo Moita de Deus percebe:
"Deus nunca precisou de insultar a obra de Saramago para vender mais bíblias" - Graçolas de Oportunidade, no 31 de Armada
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
O Saramago e a Bíblia

José Saramago começa-nos a habituar, com as suas rebeldias recalcadas. No lançamento do seu ultimo livro, disse que "A Bíblia é um manual de maus costumes e um catálogo do pior da natureza humana".
Vou citar alguns desses maus costumes do ser humano: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei", ou, tenham muito cuidado com esta: "o perdão opõe-se ao rancor e à vingança, não à justiça. Na realidade, a verdadeira paz é « obra da justiça » (Is 32, 17), ou, como escreve o evangelista João que perigo... - "amou de tal modo o mundo que lhe deu o Seu Filho único, para que todo o que n'Ele crer... tenha a vida eterna" (3, 16). Que perigo de começar a amar o mundo, coisa que o Saramago não gosta de fazer.
O mais bonito nisto tudo é que Deus também morreu por José Saramago, e Este Amor nada, mesmo nada tem a ver com essa natureza humana, que o autor fala.Já agora acabou com Santo Agostinho: "Expergiscere, homo: quia pro te Deus factus est homo Desperta, homem, porque por ti Deus se fez homem" (Santo Agostinho, Sermões, 185).
sábado, 11 de julho de 2009
Vende-se a minha ideologia

Já falei no efeito da câmara de Lisboa, aqui e aqui. Mas apesar do comentário desses post ser direccionados para o Bloco de Esquerda, ouvimos um grande militante do partido comunista, José Saramago que fazendo mesmo parte das suas lista, não é um partidário qualquer sempre foi muito intransigente nos seus ideais. Mas lê-se que: "Saramago anuncia apoio à candidatura de António Costa".
Temos que confessar que a casa dos bicos não é uma oferta nada má!!!
sábado, 26 de julho de 2008
José Saramago

Não gostas de Portugal, mas já curtes a casa dos bicos, hã malandreco! Mas não há mesmo nenhuma casa dos Bicos em Espanha???? Ou qualquer coisa parecida para o seu depósito???
A Ler: A casa dos Bicos , José Saramago e a 'reconciliação' - por Eurico de Barros (DN)
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