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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"O pior cego é aquele que não quer ver"





A comissão parlamentar eventual para o acompanhamento político do fenómeno da corrupção (pausa para respirar) e para a análise integrada de soluções com vista ao seu combate reuniu pela quarta vez, com a presença de Noronha do Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Pacheco Pereira, deputado do PSD, colocou duas questões ao presidente do STJ: "como classificava o problema da corrupção (grave, gravíssimo ou normal) e qual a medida singular que via como mais importante para o combate à corrupção". A estas perguntas Noronha do Nascimento respondeu: "Não temos indicadores da avaliação da corrupção"...Desculpe?!..Como disse?...não há indicadores?..pois eu, uma simples interessada pelo assunto, conheço uns quantos dados estatísticos e não só, que analisam este fenómeno. Como sei, de fonte segura, que o presidente do STJ não dispensa a leitura diária deste humilde blog, vou deixar uns links, para que não volte a justificar o seu desconhecimento em relação a esta matéria, com falta de estudos e dados. Eu sei que sou uma querida, não o devia mimar tanto, mas não resisto :P

  • Transparency International - http://www.transparency.org/policy_research/surveys_indices/gcb
  • GRECO - http://www.coe.int/t/dghl/monitoring/greco/default_en.asp
  • United Nations Global Compact - http://www.unglobalcompact.org/Issues/transparency_anticorruption/
  • GRI - http://www.globalreporting.org/Home

Aconselho-o ainda a acompanhar a evolução e aplicação do Mecanismo de Revisão da UNCAC, criado recentemente, que fará uma avaliação global e regional do fenómeno da corrupção:causas e efeitos bem como políticas de prevenção e combate.