"Não podemos ignorar que há uma descrença profunda na classe política, nas suas opiniões e nas suas propostas.
E, no entanto, fazer política é uma coisa muito séria, não é um mero jogo fechado que só diz respeito aos Partidos políticos.
Quantas vezes já ouvimos dizer “Não me interessa a política, isso é lá com eles”?, como se a política não dissesse respeito a cada um de nós, como se a política não fosse uma actividade que deve ser exercida com cada um de nós.
Neste sentido, uma questão fundamental a ponderar é porque é que se deu esta desvalorização da acção política e dos políticos?
Sem dúvida que uma das razões é a percepção de que os políticos deixaram de ter no centro das suas preocupações os cidadãos e os seus problemas, para passar a considerar sobretudo os seus interesses partidários ou pessoais.
Além disso, ganhou-se o hábito de comentar o curto prazo e ignorar as questões de fundo.
Por isso, as pessoas reagem com indiferença ou até desprezo ao que os políticos dizem.
Todos sentimos que fazer política com o recurso permanente a promessas é uma arma eficaz do ponto de vista eleitoral, mas que tem sido mortífera para a credibilidade dos políticos.
Ora, o crédito dos políticos é um factor indispensável para gerar a confiança necessária para enfrentar o futuro e mobilizar os Portugueses.
Não é uma tarefa fácil, tanto mais quanto muitos esperam e reclamam que os políticos se comportem e actuem precisamente de acordo com os modelos que os fez cair em descrédito."*
*Declarações de Manuela Ferreira Leite na conferência do Diário Económico 'Transformar Portugal'.
E, no entanto, fazer política é uma coisa muito séria, não é um mero jogo fechado que só diz respeito aos Partidos políticos.
Quantas vezes já ouvimos dizer “Não me interessa a política, isso é lá com eles”?, como se a política não dissesse respeito a cada um de nós, como se a política não fosse uma actividade que deve ser exercida com cada um de nós.
Neste sentido, uma questão fundamental a ponderar é porque é que se deu esta desvalorização da acção política e dos políticos?
Sem dúvida que uma das razões é a percepção de que os políticos deixaram de ter no centro das suas preocupações os cidadãos e os seus problemas, para passar a considerar sobretudo os seus interesses partidários ou pessoais.
Além disso, ganhou-se o hábito de comentar o curto prazo e ignorar as questões de fundo.
Por isso, as pessoas reagem com indiferença ou até desprezo ao que os políticos dizem.
Todos sentimos que fazer política com o recurso permanente a promessas é uma arma eficaz do ponto de vista eleitoral, mas que tem sido mortífera para a credibilidade dos políticos.
Ora, o crédito dos políticos é um factor indispensável para gerar a confiança necessária para enfrentar o futuro e mobilizar os Portugueses.
Não é uma tarefa fácil, tanto mais quanto muitos esperam e reclamam que os políticos se comportem e actuem precisamente de acordo com os modelos que os fez cair em descrédito."*
*Declarações de Manuela Ferreira Leite na conferência do Diário Económico 'Transformar Portugal'.
