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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Raquel Abecasis: HOMENS ERRADOS NOS LUGARES ERRADOS

"João Goulão é presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência. Logo, pensamos nós, deveria zelar pela diminuição deste problema junto da população em geral e dos jovens em particular.
Errado. Para este senhor, quem na juventude não fuma charros é betinho e a melhor mensagem a passar é a de redução de danos e não a de evitar que a droga entre na vida de muitos jovens.
Duarte Vilar é presidente da Associação para o Planeamento Familiar. Supostamente, devia zelar para que a divulgação de medidas de planeamento familiar reduzissem idealmente para zero o número de abortos, legais ou ilegais, em Portugal.
Errado. Cada vez que são divulgados novos números sobre o aumento de abortos, como ainda recentemente aconteceu, este senhor festeja com declarações a sublinhar que a evolução está de acordo com as previsões já feitas pela sua associação.
São dinheiros públicos que sustentam o Intituto da Droga e Toxicodependência para que desenvolva políticas eficazes que mantenham os nossos filhos longe do mundo da droga.
E, apesar de não ser pública, a Associação para o Planeamento Familiar, vive de subsídios públicos e sustenta a sua actividade no fornecimento de serviços ao Estado que deveriam servir para tornar mais responsável a maternidade e diminuir ao máximo a tragédia e o trauma do aborto.
Tal como os professores, também o desempenho destes senhores deveria ser avaliado e, se houvesse rigor na forma como é usado o dinheiro dos nossos impostos, João Goulão e Duarte Vilar deveriam deixar de ser os homens errados nos lugares errados."
Raquel Abecasis, RR


sexta-feira, 11 de julho de 2008

A liberdade que se come a si própria


A Holanda é uma país bizarro, já lá estive e foi uma viagem que adorei fazer, até quero lá voltar. É um pais com duas caras, existe uma Holanda de canais fluviais, aldeões protestantes e muita simplicidade; mas também fiquei a conhecer a grande ilusão do mundo pôs-moderno, como a liberdade sem dignidade humana pode ser tão degradante como a ausência da própria liberdade. Tanto uma mulher que se tem de tapar toda com uma burka, ou outra que está numa montra a vender-se a si própria, é completamente repugnante e sinceramente penso que o segundo exemplo, pelos vistos mais politicamente bem aceite na Europa, seja muito pior. A Holanda quer atingir um estado de pura liberdade que não é real (já tinha escrito AQUI). Faz-me lembrar um discurso do Hitler a 12 de Abril de 1922 em Munique, em que o ditador diz " we are making the people completely free". Vê-se bem o resultado!
Depois de ser conhecida como a escrava da Liberdade a Holanda, brinda-nos com estes exemplos: "A Holanda aplica a lei anti-fumo, no sector da hotelaria, a que pertencem os "coffeshops", onde continuara a ser permitido fumar canabis, mas só sem tabaco" (!!!!!!!!!!!!!)
A droga pode ser fumada e o tabaco não, creio que os critérios desta lei não foram questões sanitária, provavelmente é uma atitude turisticamente elaborada, mas preza pela estupidez, pela discriminação e pela falta de liberdade.