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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Porque hoje é dia 14 de Fevereiro

Assim são as mulheres da vida de Jesus:
Tu, devicto mortis aculeo,
aperuisti credentibus regna caelorum.
Tu ad dexteram Dei sedes, in gloria Patris.
Iudex crederis esse venturus.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Ainda sobre a revista new age: Happy

Lembram-se quando escrevi sobre a revista que ironicamente se chama Happy, pois bem, recebi este comentário do Bernardo Motta blogger de um dos melhores blogs sobre a simbiose fé e razão: Espectadores.

Como achei que o comentário do Bernardo está bem melhor que o meu post, decidi publicar e agradecer.

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Margarida,
Acho que é a primeira vez que leio algo escrito contra esta maldita revista. E ainda por cima, escrito por uma mulher, o que confere ainda mais credibilidade à crítica.
Um bem-haja! Valiosa crítica!
A revista "Happy" traça um retrato deprimente da suposta "mulher moderna" (algo que eu espero, e acredito, que não exista):
- Supersticiosa, consumidora ávida de intrujices "new age", alguém que só toma decisões na vida depois de consultar a bruxa ou o horóscopo
- Intensamente trivial, apenas interessada em férias, comida (seja a ingestão seja a dieta), roupa
- Tarada sexual (e por vezes perversa), sempre pronta a trair o seu namorado ou marido, e ávida de "novas experiências" sexuais
É esta a imagem da mulher "moderna"?
Claro que não. A revista Happy é uma caricatura trágica e triste. O triste, mesmo, é que venda tanto.
Finalmente, não deixa de ser caricato que, se repararmos bem, a Happy ainda não fez uma só capa em que apareça uma mulher com ar feliz. Todas as modelos que a Happy coloca na capa surgem com semblantes enjoados e nauseados. A opção por modelos com o "look heroína", do género "estou morta de tédio!" é uma opção bizarra para uma revista intitulada "Happy".
Um abraço!
Bernardo

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Porquê que as feministas contemporâneas não lêem isto?

Se há alguma importância em se chamar Ernesto [1], não há nenhuma em chamar-se Dora. Com efeito, a mulher que teve este nome não foi vedeta, nem actriz, não foi famosa, nem rica, não escreveu livros, nem foi conhecida pela sua beleza ou por outro atributo. Aliás, passou desapercebida, viveu e morreu discretamente, depois de uma vida de trabalho silencioso, sem mais história do que a história de uma vulgar empregada doméstica, que mais não foi do que isso mesmo, toda a sua vida.
Dora del Hoyo nasceu em 1914 em Espanha, mas em 1946 mudou-se para a capital italiana, onde viveu e trabalhou para a sua família: o Opus Dei. Como profissional, entregou-se de alma e coração às tarefas domésticas na sede da prelatura. Lavou pratos e tachos, limpou o pó, cozinhou, tratou das roupas, como qualquer dona de casa, até à data da sua morte, a 10 de Janeiro de 2004, em Roma. Aí repousa agora, ao lado da campa onde esteve sepultado o fundador, S. Josemaria Escrivá, e onde está agora o corpo de D. Álvaro del Portillo, primeiro prelado do Opus Dei. Os corpos deste bispo e desta empregada doméstica são os únicos que, de momento, se encontram na cripta da igreja prelatícia de Santa Maria da Paz, onde antes estiveram os restos mortais de S. Josemaria, até à sua trasladação para o respectivo altar, por ocasião da sua beatificação e posterior canonização.
Quem imaginaria uma simples mulher-a-dias na necrópole dos Papas?! Ou uma pobre e desconhecida operária no mausoléu do Kremlin?! Ou uma velha criada enterrada entre os túmulos dos reis, em São Vicente de Fora?! Ou ainda uma cozinheira no panteão nacional de Santa Engrácia?! Contudo, a poucos centímetros de onde jazeu o fundador do Opus Dei e agora repousam os restos do seu sucessor, um só corpo recebeu sepultura: o de Dora del Hoyo, empregada doméstica.
No Opus Dei há alguns cardeais, bastantes bispos, milhares de sacerdotes, muitos já falecidos, alguns com fama de santidade mas, até à data, mais nenhum, salvo o primeiro sucessor do fundador, mereceu o privilégio outorgado a esta simples operária do lar. Muitos são os fiéis leigos defuntos do Opus Dei que, nestes quase noventa anos de serviço à Igreja e ao mundo, se notabilizaram pelo seu trabalho: catedráticos, generais, políticos, artistas, embaixadores, literatos, cientistas, almirantes, jornalistas, etc. No entanto, é uma empregada doméstica que ocupa aquela tão especial sepultura. Uma mulher a que não se ficou a dever nenhuma invenção, nenhuma novidade, nem sequer nenhuma receita memorável. Apenas serviu, serviu a Deus e aos homens, serviu a Igreja, servindo os seus irmãos e irmãs da prelatura e muitas outras almas. Com alegria, com devoção, com profissionalismo, com amor, com perseverança, com simplicidade e, sobretudo, sem se dar nenhuma importância, porque a não tinha.
Há uma meia dúzia de anos que Dora descansa no subsolo da igreja de Santa Maria da Paz. E, apesar de muitos fiéis visitarem a cripta, onde é bem visível o nicho com o seu nome, ninguém sabe, nem tem por que saber, a grandeza da sua vida prosaica, tão mariana. A sua singela presença naquele lugar, onde aguarda a ressurreição dos mortos, é tão apagada quanto foi a sua vida: não se deve a nenhum principesco favor, nem é demagogia barata, mas a genuína expressão de uma revolucionária verdade – a igual nobreza de todas as profissões humanas e a comum dignidade eclesial de todos os filhos de Deus.

P. Gonçalo Portocarrero de Almada
[1] A Importância de se chamar Ernesto [The Importance of Being Earnest] comédia escrita por Oscar Wilde, em 1895.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mulheres da I Republica


Neste centenário tem sido um tema muito falado e conferenciado, "mulheres da I Republica", espero que não se esqueçam de dizer a verdade. Pois foi durante a I Republica que as mulheres perderam o direito de voto, que tinham conseguido na monarquia constitucional e só voltaram a reaver esse mesmo direito com o salazarismo.
As mulheres da IR foram as que ficaram sem os maridos, os pais, os irmãos, quando Afonso Costa decidiu que tínhamos interesse em participar numa das piores guerras, a I Guerra Mundial.
Muitos nós sabemos que foram as mulheres as mais associativas nas questões que contradizem a ideologia da IR.
O mais feminino da IR é o nome e o símbolo, que mesmo assim pouco nos favorece.
PS: Sou republicana e mulher.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

ordem nas mulheres


A primeira gargalhada do dia foi provocada por este artigo de O Cachimbo de Magritte, texto de Pedro Picoito: "Ponto de Ordem". Muito bom.

segunda-feira, 8 de março de 2010

A Mulher


Para mim o dia da mulher é todos os dias, principalmente ao sábado... Deixo aqui a minha Mulher preferida, mas aquela que dá bons conselhos.

100 anos do dia da Mulher


Como sabem tenho uma certa ausência de espírito feminista, apesar da minha condição de mulher, nunca achei piada queimar sutiãs, até porque me dão jeito. Mesmo assim, não vou deixar de referir que hoje faz 100 anos do dia mundial da mulher, procuremos então uma igualdade dentro das naturais desigualdade humanas da relação homem e mulher. É que realmente já está na altura de ultrapassarmos certas discriminações principalmente laborais que é feito ao sexo feminino, mas por favor homens, apesar de sermos iguais, não deixem de afastar a cadeira para a senhora se sentar, levantar-se sempre a dar lugar etc etc... é eu gosto desse diferença.


sábado, 28 de março de 2009

Playboy



Podem achar que é do meu carácter conservador, e citarem o meu anacronismo na maneira de pensar, mas antes que elaborem qualquer critica digo que isto não me incomoda de todo pela a minha ortodoxia, porque nunca me envergonhei do nu e nunca poderia deixar de apreciar Botticelli. Isto afecta sim a minha condição de mulher, a minha maneira de ver o feminismo. De que como a mulher é altamente instrumentalizada para o prazer do homem, como submetem a sua intimidade e se vendem por tão pouco.
O mais grave de tudo é que nos fazem crer que isto é uma emancipação da mulher, que isto é liberdade. Mas eu penso, num tempo que se fala imenso da desigualdade, como é que uma das formas mais vil de domínio do homem sobre a mulher pode ser considerado liberdade? Para se vender um carro utiliza-se (sim utiliza-se) uma mulher nua, como uma material, como um pedaço de carne.
O corpo humano é talvez das coisas mais belas e mais dignas e deve ser apreciado. O corpo tem uma complexidade tão rica, por detrás de uma cara está sempre uma alma, uma história, um sofrimento, um grande amor e isto não é um chouriço ou uma posta de carne, uma pata de porco, ou uma coelhinha, é uma vida irrepetivel, incomparável, única e sagrada.

quarta-feira, 18 de março de 2009

A Rainha


Mais uma prova que a Rainha da Jordânia não é sou bonita: "Maior desafio das mulheres árabes é mudar mentalidade dos homens".

Rainha Rania da Jordânia, Diário de Notícias, 17-03-2009 In, Publico

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

[Ainda] as palavras do Cardeal (II)



Pelas palavras do director da Courrier Internacional, Fernando Madrinha. Na sua crónica habitual no Jornal Expresso. Vale mesmo a pena ler. Texto completo:
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Um monte de sarilhos

Basta olhar para D. José Policarpo, conhecer minimamente o seu percurso e tê-lo ouvido ou lido em entrevistas nos media para qualquer um perceber que está perante o oposto de um incendiário. A imagem e a vida do patriarca de Lisboa, a par da forma como tem desempenhado o seu cargo, são testemunho bastante de que estamos perante um homem de tolerância e diálogo, que não precisa de justificações nem de defesa para compor esse perfil. Aliás, no seu alerta às jovens para os casamentos com muçulmanos, feito numa espécie de conversa de café - ou de casino, como foi precisamente o caso - pressente-se até alguma bonomia irónica. Se pretendesse dar peso e solenidade ao seu 'aviso', certamente não recorreia a uma expressão como "monte de sarilhos", nem poria Alá no lugar da palavra que os católicos usam para falar de Deus.
Dir-se-á que, na posição em que se encontra, D. José Policarpo deve ter sempre presente o que se passou com o Papa Bento XVI na Universidade de Ratisbona e evitar este tipo de considerações em público. É verdade. Mas os patriarcas - e, pelos vistos, até o Papa - também cometem erros de avaliação quanto ao efeito das suas palavras. Não admira, aliás, que tal aconteça, porque estão vigiados e escrutinados à lupa pela lógica do medo, ou do 'ai, que os muçulmanos ofendem-se!' com que a esquerda sectária e outros sectores e organizações influentes na política e nos media hoje disfarçam, se bem que mal, a sua militância ardente contra a Igreja Católica e todos os valores que esta defende.
Isto quando nenhuma voz se levanta e muito menos se indigna com o que dizem sobre os cristãos e a cultura ocidental certos imãs fundamentalistas que não fazem senão apelos directos e inflamados ao ódio. Incluindo em países europeus onde o Islão é ultraminoritário. Esses, sim, contribuem para envolver o mundo num "monte de sarilhos", mas não há jornal que os critique, ou televisão que os aponte. Nem a esquerda bem pensante levanta a voz para lhes denunciar o fanatismo.
Felizmente não há, que se saiba, clérigos desses em Portugal. E os líderes da comunidade muçulmana, apesar de quase empurrados pelo frenesim mediático para uma reacção com dureza, tiveram, neste caso como noutros já passados, a serenidade e o bom senso de relativizar o que só podia e devia ser relativizado. Se o fizeram foi certamente porque conhecem e respeitam o patriarca de Lisboa e o seu trabalho. Talvez mais e melhor do que muitos que, de forma oportunista, se armam em advogados dos muçulmanos sem terem procuração para tal.

domingo, 25 de janeiro de 2009

[Ainda] as palavras do Cardeal


Nunca mais tive tempo de comentar alguns acontecimentos, podíamos dizer ando com muito trabalho, ainda em relação ao discurso, ou melhor à conversa informal do nosso Cardeal D. José Policarpo não tenho mesmo muito a dizer. Deixo só uma imagem romântica.